GOIANÉSIA

Suspeito de espancar paciente durante assalto no leste de Goianésia é condenado a 50 anos de prisão

A Justiça de Goiás condenou R. L. B. J., de 26 anos, a 50 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de tentativa de latrocínio praticados contra duas vítimas em Goianésia. Os crimes aconteceram durante a madrugada de 5 de janeiro de 2026, na Avenida Brasil, região leste da cidade, e causaram forte repercussão pela brutalidade das agressões.

A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Goianésia e destacou a extrema violência empregada pelo acusado, que já possuía extensa ficha criminal.

Primeira vítima seguia para tratamento médico

Uma das vítimas, identificada como Altivino Moreira dos Santos Filho, de 53 anos, caminhava pela Avenida Brasil durante a madrugada para embarcar em uma van da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ele viajaria para Goiânia, onde faria tratamento médico.

Segundo as investigações, o homem foi surpreendido pelo criminoso nas proximidades da Rua 49. Durante o assalto, o condenado passou a agredir violentamente a vítima com socos e golpes na região da cabeça para roubar um aparelho celular e pertences pessoais.

Moradores ouviram os gritos de socorro e chegaram a intervir verbalmente, fazendo com que o suspeito fugisse do local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou a vítima caída na via pública, apresentando intenso inchaço facial, dificuldades visuais, ferimentos graves no rosto e suspeita de fraturas.

Após atendimento inicial, o homem foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Goianésia e posteriormente transferido para cirurgia devido à gravidade das lesões.

Segunda vítima foi atacada com pedaço de madeira

Pouco tempo depois, o criminoso voltou a agir na mesma região da cidade. A segunda vítima, identificada como Thiarli Antonio da Silva, de 40 anos, foi abordada entre as ruas 35 e 37, no Bairro Santa Luzia.

De acordo com a investigação, o acusado utilizou um pedaço de madeira para atacar violentamente a vítima, atingindo principalmente a cabeça e o rosto. Mesmo após a vítima perder a consciência, as agressões continuaram.

Após o ataque, o criminoso roubou roupas e um par de sandálias antes de fugir.

A vítima sofreu afundamento de crânio, hemorragia intracraniana, múltiplas fraturas faciais, e graves lesões neurológicas.

Polícia identificou suspeito por câmeras

A prisão do autor ocorreu no mesmo dia após trabalho conjunto entre equipes do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Agência Local de Inteligência (ALI) do 23º BPM e Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) da 15ª Delegacia Regional de Polícia (DRP)

Imagens de câmeras de segurança analisadas pelas forças policiais ajudaram na identificação de R. L. B. J., já conhecido no meio policial por crimes patrimoniais.

O suspeito foi localizado no Hospital Municipal Irmã Fanny Duran (HMG) enquanto buscava atendimento médico. Com ele, os policiais recuperaram o aparelho celular roubado, roupas levadas da segunda vítima e sandálias subtraídas durante os crimes.

Justiça destacou violência extrema

Na sentença, o magistrado ressaltou que as consequências dos crimes ultrapassaram significativamente o padrão normalmente observado em casos de latrocínio tentado.

Uma das vítimas precisou passar por neurocirurgia após sofrer traumatismo cranioencefálico grave. A decisão ainda menciona que o homem compareceu à audiência exibindo extensa cicatriz na região da cabeça, consequência permanente das agressões.

O juiz também destacou que as vítimas sobreviveram graças ao rápido atendimento médico prestado pelas equipes de socorro.

Réu é multirreincidente

Durante a dosimetria, a Justiça levou em consideração o histórico criminal do acusado, apontado como multirreincidente.

A pena foi fixada em:

  • 25 anos de prisão pelo crime contra Altivino;
  • 25 anos pelo crime contra Thiarli.

Somadas, as condenações chegaram a 50 anos de reclusão em regime fechado e 26 dias-multa, mantido o valor unitário do dia-multa em 1/30 do salário-mínimo vigente à época dos fatos. Ele ainda foi condenado a indenização mínima a título de danos morais no valor de R$ 15 mil a cada vítima.

É importante ressaltar que o crime de latrocínio é caracterizado como roubo seguido de morte. Mesmo quando as vítimas sobrevivem, a tentativa do crime possui penas elevadas, principalmente em casos marcados por extrema violência ou graves sequelas físicas e psicológicas.

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Dener Rafael

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