Cineasta brasileira detida pela imigração dos EUA é transferida e poderá receber visita


Bárbara Marques, cineasta brasileira detida pelo serviço de imigração dos Estados Unidos, foi transferida para a Califórnia e poderá receber visita do marido. A informação foi divulgada no Instagram pela também diretora Nikki Gordon, em publicação conjunta com o marido de Bárbara, Tucker May.

Na última atualização, Tucker havia informado que a esposa estava detida no Arizona, sem acesso a equipamentos médicos e precisando usar “os sapatos como travesseiro” para dormir. Ela está sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).

Agora, Barbara está novamente no Centro de Detenção de Adelanto, na Califórnia, onde havia ficado detida inicialmente. Com isso, está mais próxima de casa, mas a família ainda vive na incerteza.

“Não temos garantia de que ela não será transferida novamente”, afirma a publicação na rede social. “Os detentos vivem em constante medo, sabendo que a qualquer momento pessoas armadas podem levá-los e colocá-los em um avião. Barbara ainda não está em casa e ainda não estamos fora de perigo. Compartilharemos um plano mais específico em breve, mas, por enquanto, precisamos da sua ajuda para manter o caso dela sob os holofotes.”

Entenda o caso

Natural de Vitória, no Espírito Santo, Bárbara Marques foi detida no dia 16 de setembro após comparecer a uma audiência relacionada ao seu pedido de green card. De acordo com seu marido, o montador e ator norte-americano Tucker May, a cineasta foi separada do advogado durante o procedimento e levada sob custódia. Ele afirmou que a prisão estaria ligada a uma audiência judicial de 2019, da qual a brasileira não teria sido notificada.

Após a prisão, Bárbara foi levada ao Centro de Detenção de Adelanto, na Califórnia. Tucker relatou dificuldades para que a esposa tivesse acesso à defesa, além de atrasos na entrega de documentos. Segundo ele, mesmo após a apresentação de uma ordem judicial para impedir sua deportação, a cineasta foi transferida para outro local não revelado.

Além da mobilização nas redes sociais, o caso tem gerado comoção no Espírito Santo. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa capixaba enviou ofício ao Itamaraty, pedindo que o governo federal atue diplomaticamente para evitar a deportação de Marques.



Por:Estadão Conteúdo

Estadão

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