Imagem: Enivada por internauta (Acesse nosso Instagram [@meganesiaoficial] e veja o vídeo)
A forte chuva registrada na região de Goianésia causou transtornos significativos para moradores da zona rural, especialmente no distrito de Lagolândia. O volume elevado de água fez com que o Rio do Peixe enchesse rapidamente e carregasse o chamado “pinguelão”, uma travessia improvisada construída pelos próprios moradores após a queda de uma ponte há cerca de cinco anos. Com a destruição da estrutura, famílias ficaram isoladas e enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos, incluindo o deslocamento de crianças até a escola, uma vez que o retorno das aulas acontece no fim deste mês.
As chuvas intensas que atingiram Goianésia nos últimos dias (desde de sábado) provocaram a elevação do nível do Rio do Peixe, que corta a região de Lagolândia. Com a força da correnteza, a estrutura de madeira (pinguelão) não resistiu e foi levada pela água.
O local já enfrentava problemas estruturais há anos. A ponte que existia anteriormente caiu há aproximadamente cinco anos e, desde então, nenhuma obra definitiva foi realizada. Diante da necessidade diária de travessia, os próprios moradores se mobilizaram para construir uma passagem de tábuas, que, apesar de precária, era a única alternativa disponível.
O pinguelão destruído pela enxurrada era utilizado diariamente por moradores da zona rural para acessar Lagolândia e outras regiões de Goianésia, e também de Vila Propício. A travessia improvisada permitia a passagem de pedestres, motociclistas e até bicicletas, sendo essencial para o deslocamento de trabalhadores rurais, estudantes e famílias.
Mesmo sem condições ideais de segurança, a estrutura se tornou indispensável ao longo dos anos, diante da ausência de uma solução definitiva por parte do poder público. Com a destruição do pinguelão, a comunidade perdeu o único caminho direto para atravessar o rio.
Um dos principais problemas que deverá ser enfrentado após a destruição da travessia é o deslocamento das crianças até a escola. Muitas delas dependiam do pinguelão para chegar ao transporte escolar do outro lado do rio.
Com a passagem interrompida, os estudantes agora enfrentam trajetos muito mais longos, o que pode comprometer a frequência escolar, aumentar o tempo de deslocamento e gerar riscos adicionais, especialmente em períodos de chuva.
Moradores relatam preocupação com a segurança das crianças e com a possibilidade de prejuízos ao ano letivo, caso não haja uma solução rápida para garantir o acesso à educação.
Sem a travessia direta pelo Rio do Peixe, os moradores são obrigados a realizar um desvio extenso para chegar aos seus destinos. O trajeto alternativo aumenta consideravelmente a distância percorrida, gerando mais gastos com combustível, maior desgaste físico e atraso nas atividades diárias.
Para quem depende do deslocamento para trabalhar, acessar serviços de saúde ou realizar compras básicas, a situação se torna ainda mais difícil. Em alguns casos, o percurso alternativo pode levar várias horas, dependendo das condições das estradas vicinais.
A destruição do pinguelão evidencia a fragilidade da infraestrutura na zona rural na região de Lagolândia. A queda da ponte original, há cinco anos, e a ausência de uma reconstrução definitiva demonstram a dificuldade enfrentada por comunidades afastadas do centro urbano para obter investimentos em obras essenciais.
Estruturas improvisadas, como o pinguelão, acabam sendo soluções temporárias que colocam a segurança dos moradores em risco, especialmente durante o período chuvoso, quando rios e córregos costumam transbordar.
O período chuvoso aumenta significativamente o risco de acidentes em áreas rurais, principalmente em travessias improvisadas, estradas de terra e pontes danificadas. A força da água pode arrastar estruturas frágeis, abrir crateras e dificultar ainda mais o acesso das comunidades.
Especialistas alertam que atravessar rios cheios ou tentar utilizar estruturas comprometidas pode resultar em acidentes graves. A orientação é evitar travessias durante enchentes e buscar rotas alternativas seguras, mesmo que mais longas.
Diante dos transtornos, moradores de Lagolândia esperam por uma solução definitiva que garanta segurança e mobilidade. A reconstrução de uma ponte adequada é considerada essencial para evitar que situações como essa se repitam a cada período chuvoso.
Enquanto isso, a comunidade segue enfrentando dificuldades diárias, reforçando a necessidade de atenção do poder público para a infraestrutura rural e para o direito de ir e vir dos moradores.
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