Bolsonaro teve provável quadro de pneumonia viral, diz médico; ex-presidente reclama de soluços


Por Redação O Estado de S. Paulo – 21/06/2025 13:04

Após passar por uma bateria de exames em Brasília na manhã deste sábado, 21, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com provável quadro de pneumonia viral, informou o médico Claudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, em entrevista a jornalistas.

Bolsonaro passou por uma bateria de exames no hospital DF Star após se sentir mal durante agendas em Goiás na sexta-feira, 20. Segundo Birolini, que realizou uma cirurgia em Bolsonaro há cerca de dois meses para tratar um descolamento da parede abdominal, os exames já estavam previstos para duas semanas atrás, quando o ex-presidente esteve em Brasília para depor no inquérito que apura tentativa de golpe, mas acabaram remarcados para a próxima segunda-feira. Com o mal-estar, a equipe médica optou por antecipá-los.

Ao deixar o hospital, Bolsonaro disse que estava se sentindo meio tonto, mas bem. “É uma coisa rara, ninguém consegue diagnosticar. Anos atrás eu já tive esse mesmo problema. É uma crise que dura às vezes uma semana de soluço, 24 horas por dia”, disse o ex-presidente, explicando que os episódios são consequência da facada que sofreu durante a campanha de 2018. Aos 70 anos, ele afirmou ainda que “a idade pesa bastante” e lembrou que já fez sete cirurgias.

Bolsonaro deixou o hospital com um monitor de pressão arterial para acompanhar a pressão por 24 horas e vai tomar antibióticos por uma semana. Ele também foi orientado a comer mais devagar para evitar novas crises de soluço.

O ex-presidente vinha relatando mal-estar desde quinta-feira, 19. Durante um evento em Goiás, chegou a interromper o discurso após arrotar e pediu desculpas à plateia: “Desculpe aqui porque eu estou muito mal. Eu vomito 10 vezes por dia, talvez”, disse.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), o vereador e filho do ex-presidente Carlos Bolsonaro atribuiu o mal-estar não só às cirurgias, mas ao uso contínuo de medicamentos.

“Para controlar dores agudas, foi necessária a administração de medicamentos opioides – alguns com efeitos comparáveis aos da heroína médica, como o fentanil ou similares, geralmente restritos a ambientes hospitalares de alta complexidade”, escreveu Carlos.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Semad vence premiação internacional com PSA Cerrado em Pé

O programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Cerrado em Pé, que remunera produtores rurais…

30 minutos ago

Ministério da Saúde envia 2,2 milhões de doses da vacina de covid-19 aos estados

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (16) ter enviado 2,2 milhões de novas doses…

2 horas ago

Prazo pode acabar: veja quem ainda pode sacar valores em 2026 e como consultar pelo CPF

Muita gente pode estar deixando dinheiro parado sem perceber — e em alguns casos, existe…

5 horas ago

Flamengo goleia Independiente Medellín por 4 a 1 na Copa Libertadores

Com uma atuação segura no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o Flamengo goleou…

13 horas ago

Novo aparelho vai acelerar diagnóstico de câncer infantil em São Paulo

O Hospital Graacc, especializado em tratamento de crianças com câncer, já conta com um novo…

14 horas ago

Goiás recebe programa Integridade Itinerante da CGU

O programa Integridade Itinerante, idealizado pela Secretaria de Integridade Pública da Controladoria-Geral da União (CGU),…

19 horas ago

This website uses cookies.