Björn Borg revela vício em cocaína e duas overdoses na carreira: ‘Na mais profunda escuridão’


Lenda do tênis mundial, o sueco Björn Borg lançou nesta quinta-feira sua biografia, intitulada Hjärtslag (Pulso, em sueco), na qual faz revelações surpreendentes, como o uso de drogas, duas overdoses por cocaína, que trapaceou bastante em quadra e a luta contra o câncer de próstata. Aos 69 anos, o dono de 11 títulos de Grand Slam se diz “mais leve” com as revelações.

O sueco começou a se envolver com as drogas em 1980 e teve ataques de pânico após usar cocaína pela primeira vez. Ele jamais havia revelado tal vício. “A primeira vez que experimentei cocaína, senti o mesmo tipo de sensação que o tênis já me proporcionava. Senti uma energia incrível e fiquei viciado imediatamente”, revelou. Foi na Studio 54, uma boate em Nova York, nos Estados Unidos. “Não percebi à época o quão perigoso era.”

O vício cresceu em Milan, quando era casado com Loredana Bertè, uma cantora italiana. “Estávamos em companhia errada, com drogas e pílulas a meu alcance. Eu vivia na mais profunda escuridão.” A biografia é coescrita pela atual mulher, Patricia Borg, e conta com 294 páginas.

No livro, o tenista revelou que “a pior vergonha de todas” foi em 1996 quando acordou em um hospital da Holanda após desmaiar em uma ponte, ao levantar os olhos e ver seu pai – o acompanhava em um torneio. Era a sua segunda overdose. A primeira havia ocorrido em 1989, na Itália, de maneira acidental e que ele esclarece nada ter a ver com tentativa de suicídio.

“Ele não disse nada e foi constrangedor”, revelou Borg no programa “Skavlan”, ao falar sobre a biografia. “Fiquei envergonhado feito um cachorro”, disse, sem esconder o arrependimento pelos erros. “Decisão estúpida de se envolver com esse tipo de coisa”, admitiu. “Isso realmente te destrói. Eu estava feliz por me afastar do tênis, por me afastar daquela vida. Mas eu não tinha nenhum plano para fazer. Não tinha ninguém por perto para me guiar na direção certa.”

O sueco, apelidado de “Homem de Gelo” pela calma em quadra – foram 109 semanas no topo do ranking até se aposentar com somente 26 anos -, escreveu no livro sobre sua luta com o câncer de próstata, com o qual convive desde 2023 e teve que se espalhe pelo corpo. “Algo que tenho de conviver todos os dias. Eu teria morrido se não tivesse feito a cirurgia.” Apesar de tantos problemas, Borg termina o livro falando que a vida valeu a pena. “Estou muito grato.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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