BC dos EUA aprova mudanças em regras de teste de estresse bancário


O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aprovou um conjunto de mudanças em regras de teste de estresse bancário, em reunião nesta terça-feira à tarde. De sete dirigentes, apenas o diretor Michael Barr votou contra a proposta, que sugere informar aos bancos com antecedência sobre os cenários econômicos de riscos a serem enfrentados, por exemplo, choques provocados por recessão.

Durante o encontro, os dirigentes expressaram suas opiniões e questionaram a equipe técnica sobre a nova proposta de regulação para “garantir” que ela manterá a resiliência do setor financeiro.

O presidente do Fed, Jerome Powell, votou a favor das mudanças e disse que o banco central trabalhará para garantir que, mesmo com as alterações, os testes ajudem a manter a resiliência bancária.

Vice-presidente de Supervisão, Michelle Bowman defendeu as reformas com uma ferramenta necessária para ampliar a transparência e melhorar o entendimento público sobre o andamento dos testes de estresse. O diretor Christopher Waller acrescentou que a proposta também aprimora os modelos e os cenários utilizados pelo BC americano, classificando os testes bancários como “essenciais”.

A diretora Lisa Cook destacou os benefícios dos testes para a estabilidade financeira nos EUA, mas expressou ressalvas quanto a mudanças nas regras. “O nosso rigor contribui para a resiliência do sistema americano como um todo”, disse, afirmando que os testes ajudam bancos a adaptarem o seu capital aos riscos e permite aos reguladores uma análise completa da exposição à liquidez.

Para Barr, que ocupou o cargo de vice-presidente de Supervisão até fevereiro, a proposta enfraquecerá os testes de estresse e o capital bancário dos EUA ao reduzir incentivos para que os bancos tenham um gerenciamento de riscos independente e efetivo. “É inconsistente com os objetivos propostos e são passos difíceis de reverter, mesmo que a opinião pública seja desfavorável as novas regras depois de aprovadas. É uma decisão lamentável, e eu não apoiarei”, disse.

As propostas ficarão disponíveis para comentário público até janeiro de 2026, informou Bowman, em seu discurso.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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