‘Batemos de frente com qualquer um’


Todos os jogadores do Palmeiras que falaram com a imprensa após o empate sem gols com o Porto, no domingo, demonstraram frustração, mas mais orgulho pela atuação da equipe, que dominou parte importante da partida e não teve a eficácia necessária para vencer seu primeiro compromisso no Mundial de Clubes, nos Estados Unidos.

O desempenho, avaliam os atletas, é uma prova de que o Palmeiras pode competir em condições parelhas com rivais europeus, ainda que o Porto não esteja no primeiro escalão entre os clubes da Europa.

“Nós mostramos que podemos bater de frente com qualquer time”, enfatizou Estêvão, eleito o melhor em campo. “A gente está aqui para mostrar que somos o Palmeiras. Conseguimos impor nosso jogo, tivemos um bom volume de finalizações”.

Estêvão foi um dos que perdeu uma das três chances mais claras criadas em sequência no fim da primeira etapa. Foram mais lances de perigo na etapa final, um deles com o zagueiro Murilo, que acertou de cabeça a trave. “O Palmeiras sempre chega, é muito grande. A gente veio muito bem preparado fisicamente e mentalmente”, disse o defensor.

Mesmo pensamento tem Paulinho, camisa 10 que entrou no segundo tempo e deu mais frescor ao time. “Mostramos o nível que o Palmeiras joga”, resumiu ele. “Criamos muitas chances dentro desse nosso jeito de jogar, e infelizmente o gol não saiu.”

O meio-campista Aníbal Moreno soube um dia antes que seria titular. Emi Martínez ficou no banco e Abel mostrou ter acertado em sua decisão. Ninguém recuperou mais bolas que o argentino, com seis retomadas.

“Não sei se as duas equipes mereceram o mesmo. Tivemos mais chances, mais ocasiões claras. Fizemos muito mais para levar os três pontos e saímos frustrados”, admitiu Moreno. “Enfrentamos um grande rival e mostramos que podemos competir”.

O que faltou para vencer? “Fazer o gol”, respondeu o volante, com um famoso clichê.

Na avaliação de Abel, seus atletas mantiveram a identidade de jogo e, se o desempenho não foi extraordinário, o time mostrou um atributo importante: o equilíbrio. “Nós não somos excepcionais num ponto do jogo, mas somos equilibrados em todos, portanto, seja contra quem for, nós temos uma forma de jogar e vamos jogar da nossa maneira”.

O Palmeiras continua sua trajetória no Mundial contra o Al-Ahly, em duelo marcado para quinta-feira, às 13h (de Brasília), de novo no Metlife Stadium. Nenhum dos quatro que compõem o Grupo A venceu e marcou gols.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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