Balumango, a manga no pote temperada, é um negócio goiano que virou franquia

Há frutas que apenas alimentam e há frutas que contam histórias e nos trazem memórias afetivas que não tem preço. Seja no quintal de casa, do vizinho, na chácara ou fazenda do avô, a manga faz parte da infância, principalmente da Geração X. Bastava começar a aparecer a fruta verde nas mangueiras que muitas crianças passavam pelo ritual de subir no pé, abaixar galhos, limpar a manga na blusa, enquanto os outros já esperavam com o sal na mão. Mãos pequenas que transformavam o momento em um ritual com pura aventura. Desde então, quando se fala em manga verde com sal, muitas pessoas salivam e o restante se impressiona com os temperos atualmente disponíveis e querem experimentar.

Foi justamente essa experiência sensorial, tão simples e tão poderosa, que inspirou o nascimento da Balumango, uma empresa de Goiânia que vende manga temperada. Tem para todo o gosto do cliente. Manga (tommy) verde, de vez e madura, com corte especial em filetes e diversos temperos que vão do sal aos mais diferenciados como páprica picante, com lemon pepper, com leite condensado, limão, entre outros sabores. O negócio, ops, a manga, tem conquistado o paladar dos goianos. A Balumango já possui quatro quiosques nos principais shoppings da capital e da região metropolitana e já modelou o negócio para franquia.

O cliente escolhe o ponto da manga, se verde, de vez ou madura e ela é cortada na hora em filetes e, em seguida, temperada à gosto

O que começou como um quiosque, oferecendo manga temperada cortada em filetes, uma reinvenção prática e irresistível de um clássico brasileiro, rapidamente se transformou em um fenômeno. A primeira franquia foi inaugurada no início de dezembro em Belo Horizonte e cruzou as fronteiras de Goiás e a expectativa dos sócios é que em 2026 é comercializar 50 franquias por todo Brasil.

Mas o que torna essa história ainda mais singular é quem está por trás dela. Três sócios, todos vindos da academia, alguns com mestrado e doutorado, decidiram trocar salas de aula e artigos científicos por aventais, laboratórios por praças de alimentação e teorias por prática empreendedora. Não por falta de paixão pela pesquisa, mas por excesso de propósito. Felipe Naves, um dos fundadores, contou que a Balumango nasceu de uma inquietação. “Primeiro queríamos ter uma renda extra. Esse pensamento ampliou e passamos a querer um negócio que desse conforto e qualidade de vida não só para nós, mas para cada empreendedor que acreditasse na marca”, explica.

Segundo Felipe, a ideia nunca foi apenas vender manga, e sim ter um modelo de negócio leve, acessível, replicável e capaz de transformar a rotina de quem decide empreender. A escolha da manga Tommy não foi acidental. Ela é democrática, popular, abundante e carrega uma brasilidade que dispensa explicações. “Ao temperá-la, fatiá-la em filetes e servi-la fresca, a Balumango criou um produto que é, ao mesmo tempo, nostálgico e inovador. Um snack saudável, instagramável e com apelo universal”, enfatiza o sócio, que possui licenciatura em Biologia e é mestre e quase doutor em Educação em Ciência.

Os temperos para a manga são variados e vai do simples sal, à páprica picante, pimenta do reino, lemon pepper, leite condensado, calda Fini, geleia de pimenta entre outros

O engenheiro civil Matheus de Oliveira Gomes, professor de Matemática esteve desde o início da sociedade e logo depois o professor de Física e mestre em Educação, Frederico Lopes completou o trio que em praticamente três meses pensaram, estudaram, planejaram, buscaram conhecimento e no quatro mês abriram o primeiro quiosque no Portal Shopping. Para que desse certo, dois deles, Matheus e Frederico deixaram a docência para investir o tempo na empresa, mas todos se debruçaram em estudos para que todas as etapas dessem certo.

“Enquanto um buscava aprendizado nas consultorias no Sebrae Goiás, como cursos em gestão de estoque, finanças, marketing, redes sociais, RH, contabilidade, formação da empresa, outro já estendia o conhecimento em mercado, negociava pontos de vendas, identidade visual, compra dos insumos e o outro estudava cardápio, alvarás, como franquear o negócio”, lembrou Felipe. Ele conta que todos entenderam o senso de urgência para demarcar o território e a disciplina foi tranquila para quem atua na academia e todos trouxeram resultados que facilitaram as tomadas de decisão.

Trabalhar em sociedade nunca é fácil, mas para Felipe é como se fosse um casamento. Todos querem fazer dar certo e o segredo é saber discordar das ideias e não das pessoas e propor soluções com maturidade e lucidez. Sobre os desafios, ele citou estabelecer um padrão de qualidade, um alinhamento no atendimento, mas que aos poucos estão trabalhando para unificar o padrão de atendimento.

Um dos sócios com os potes de manga temperada em realidade aumentada

Ao conquistar o paladar, o coração e curiosidade, a Balumango se posiciona como um dos negócios mais promissores do setor de alimentação rápida saudável. E faz isso sem perder sua essência, que inclui simplicidade, frescor e propósito. “A empresa não vende apenas manga temperada. Ela vende uma experiência. Uma memória. Um pedaço do Brasil servido em filetes. E, para muitos empreendedores, vende também a chance de transformar a própria vida”, explica Felipe, que ressalta que inicialmente a empresa foi pensada como uma renda extra para a família dos sócios, mas que o objetivo agora é também proporcionar isso a diversas famílias que veem no empreendedorismo uma forma de prosperar e levar mais qualidade de vida para casa.

“Nós somos uma empresa correta, honesta e que trabalha dentro da legalidade. Dessa forma conseguimos entregar um produto de qualidade tanto para o cliente do quiosque quanto para os das franquias. Para o grupo, o extraordinário nunca é demais. Quanto mais próspero for o negócio para todos, esse modelo consegue dar oportunidade a mais e mais pessoas”, finaliza.

Fonte: Sebre Goiás

Redação

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