Por Redação O Estado de S. Paulo – 20/06/2025 08:43
Mais de uma centena de ônibus foram alvo de ataques, muitos deles a pedradas, nos últimos dias na Região Metropolitana de São Paulo. Somente na capital, foram 78 casos entre os dias 12 e 15 deste mês, com ocorrências registradas nas regiões norte, leste e sul.
Além da capital paulista, houve atos de vandalismo em cidades como São Bernardo do Campo e Santo André, na região do ABC. Procuradas, as prefeituras das duas cidades não se manifestaram até o fechamento deste texto.
As ocorrências são investigadas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil. Na cidade de São Paulo, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) afirma ter reforçado o patrulhamento nas regiões onde ocorreram os ataques.
No ABC, ao menos seis novos casos teriam ocorrido nesta quinta-feira, 19, de acordo com o portal Diário do Transporte. Os veículos teriam sido apedrejados na cidade de Diadema, na Região Metropolitana. Procurada, a prefeitura da cidade também não retornou.
Conforme a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) da capital paulista e a SPTrans, há 4 dias não há registro de ônibus vandalizados na cidade, mas a situação segue sendo monitorada. “As pastas repudiam os atos de vandalismo que prejudicam a população”, afirmam.
Na quarta-feira, 18, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), já havia destacado que não houve ocorrências entre as noites de segunda, 16, e terça-feira, 17. “A polícia municipal (GCM) esteve presente durante a madrugada inteira nos locais onde havia acontecido as depredações”, disse.
Segundo Nunes, o Smart Sampa, programa de câmeras de monitoramento da Prefeitura, está sendo utilizado para monitorar possíveis novos ataques e apurar os já ocorridos.
“Estão em processo de investigação”, afirmou o prefeito durante apresentação do relatório de transparência do sistema.
A gestão afirma que as concessionárias afetadas pelos ataques na cidade foram Santa Brígida, Gato Preto, A2, Pêssego, Ambiental, Transpass, Metrópole Paulista, Transunião, Express, Via Sudeste, Mobibrasil e Campo Belo. “As operadoras são responsáveis pela manutenção e reparo dos veículos”, diz.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) afirmou que os casos foram encaminhados à 6ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DISCCPAT), do Deic. A pasta acrescentou que equipe policial da unidade especializada continua as diligências para identificar e prender os envolvidos.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) da cidade de São Paulo afirma ter reforçado o patrulhamento especialmente nas regiões das ocorrências, com viaturas da GCM.
“A gestão municipal trabalha junto com a Polícia Civil para identificar os criminosos”, acrescenta a pasta.
Por: Estadão Conteúdo
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