Na manhã desta segunda-feira, 23, uma reunião entre o prefeito Renato de Castro e autoridades de Goianésia, entre elas, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Saúde, e Centro Epidemiológico de Goianésia, pudessem definir novas diretrizes e até mesmo intensificar as ações já definidas no combate ao coronavírus.

Para o prefeito Renato de Castro decisões que forem tomadas daqui pra frente precisa passar por uma ampla análise, uma vez que restrições podem gerar enormes danos econômicos para a população. “As decisões que tem que ser tomadas agora elas levam em consideração dois aspectos. Primeiro, a questão da nossa segurança, enquanto população, o que pesa bastante também nas decisões, não só de saúde, é o dano econômico que as nossas ações elas podem provocar na sociedade. Então isto tem que pesar. Quanto maior as restrições que a gente fizer em relação a segurança da saúde, maior também vai ser o dano econômico para a população”, esclareceu.

Renato de Castro disse que a maior preocupação é o com o dano econômico que novas sanções podem causar. No fim do mês, tanto o comerciante, quanto os trabalhadores possuem contas para pagar. “Então a gente tem que vigiar para que o mal não entre em nossa cidade e se entrar, que não se espalhe, e também pensar na sobrevivência das pessoas. As pessoas tem que sobrevir durante este período de quarentena e isto vai gerar um dano econômico. Todo mundo aqui tem conta pra pagar. Isto que é a nossa grande preocupação. Como que o comerciante vai pagar o aluguel no final do mês, pagar o funcionário no final do mês, como que ele vai pagar os boletos dos fornecedores no final do mês se o comércio está fechado? Como que vai ser aquele funcionário que o patrão mandou pra casa e que as vezes ele não vai estar em casa recebendo este dinheiro? Como que é o feirante que produz lá na fazenda, na chácara, produto para vender na feira e se num tem a feira, como que este cidadão vai sobreviver? Como que a dona de casa também vai sobreviver se num tem a feira pra ela ir lá comprar o produto.

O prefeito ponderou que o mais fácil de tudo seria mandar fechar as entradas da cidade, para que ninguém entrasse ou saísse, porém, a cidade ficará “aberta”, pelo menos por enquanto. “Por enquanto Goianésia vai tomar algumas providências, e aí a gente tem que manter a cidade aberta, não dá pra fechar da maneira que a gente queria que fechasse porque é impossível. Como que um trabalhador vai sair de Goianésia e vai voltar. Então as nossas decisões são tomadas neste nível, colocando na balança. A segurança na saúde da população, versus o dano econômico que vai gerar na nossa sociedade”.

O secretário municipal de saúde, Hisham Mohamad Hamida, explicou que inicialmente uma das entradas da cidade [sul] será monitorada, principalmente com relação às pessoas que forem entrar, contudo, esclareceu que as mesmas decisões tomadas hoje, podem não valer para amanhã, conforme for o andamento da doença, mas qualquer novidade será divulgada pelos canais da prefeitura e/ou secretaria de saúde.

Um dos pontos esclarecidos pelo secretário é de que em Goianésia não existe casos confirmados do novo coronavírus.