Entre máquinas agrícolas de última geração e tecnologias voltadas ao campo, um outro tipo de produção tem chamado a atenção de quem passa pelo estande do Sebrae/Senar na Tecnoshow: o feito à mão, carregado de identidade, história e território. São seis artesãos selecionados para expor seus trabalhos ao longo da feira, transformando o espaço em uma vitrine viva da cultura do Cerrado em uma oportunidade de geração de renda.
A proposta do Sebrae ao abrir espaço para o artesanato dentro de um dos maiores eventos do agronegócio do país não é apenas simbólica. Ao conectar esses pequenos produtores a um público amplo e diverso, o estande cria um ambiente onde tradição e mercado se encontram e se fortalecem.
De Jataí, mãe e filho apresentam juntos o trabalho da Criativa Artesanatos, um projeto que traduz a riqueza do Cerrado em peças autorais. Vitor Mateus Krug Konhevaliki e Maria Aparecida Cunha Konhevaliki dividem a produção entre técnicas como papel machê e biscuit, sempre com um olhar atento à identidade regional. “A gente trabalha com materiais naturais, como cabaça, sementes, toquinho de árvore. Cada peça tem uma história, tem um significado. E tudo representa o Goiás que a gente vive”, conta Vitor. Entre as peças expostas, há corujas, capivaras, araras e referências à arte rupestre, todas reinterpretadas com uma estética própria.
Para os artesãos, estarem presentes na Tecnoshow é uma chance de posicionar os seus trabalhos. “Foi uma oportunidade que apareceu com a inscrição, e estar aqui a semana inteira amplia muito o alcance. É um público que talvez não chegasse até a gente de outra forma”, completa.
Também de Jataí, Ione Maria Oliveira leva para o estande um tipo diferente de cuidado: o artesanal voltado para a pele. À frente da marca Doce Aromas Oliveira, ela produz sabonetes, shampoos e cosméticos naturais a partir de plantas do Cerrado, resgatando saberes tradicionais. “É tudo feito do zero, sem químicas agressivas. A glicerina é produzida naturalmente no processo, então são produtos muito hidratantes. É um cuidado de verdade”, explica. Entre os ingredientes, estão espécies como carobinha, mutamba, guaxuma e pequi, além de óleos e argilas.
O negócio, que começou como um hobby, ganhou força após a pandemia e encontrou no Sebrae um parceiro decisivo para crescer. “E aqui, não. Aqui as pessoas conhecem, experimentam, voltam. Eu fidelizei clientes desde o ano passado. Essa parceria, para mim, é tudo”, afirma.
Já Marines Carvalho de Almeida, da marca Rainha da Paz, encontrou no artesanato um caminho para reorganizar a própria vida. O que começou com a personalização de terços se transformou em um negócio que mistura espiritualidade, técnica e propósito. “Eu queria algo que me aproximasse mais da minha família. Comecei a estudar, a personalizar com nomes, fotos, pedras naturais. Hoje é também uma forma de evangelizar”, conta. Participar da Tecnoshow, para ela, é um marco. “É muito gratificante estar aqui, mostrar o que eu faço para pessoas que ainda não conheciam. Só tenho a agradecer pela oportunidade.”
A presença dos artesãos no estande não acontece por acaso. A curadoria e o acompanhamento fazem parte de uma estratégia do Sebrae para ampliar o alcance desses pequenos negócios, colocando-os em ambientes onde o fluxo de público e as oportunidades de conexão são maiores.
“Quando a gente traz o artesanato para dentro de uma feira como a Tecnoshow, não é só para expor produto. É para colocar esses empreendedores diante de um público que compra, que valoriza e que pode abrir novas frentes de mercado. O Sebrae atua justamente nessa conexão, para que o artesão não fique restrito ao local, mas enxergue possibilidade de crescimento”, afirma a analista do Sebrae Goiás, Ana Paula Wandscheer, responsável pelo acompanhamento dos expositores.
Histórias diferentes, trajetórias distintas, mas o impacto direto de ter acesso a mercado, visibilidade e conexão. Ao abrir espaço para esses pequenos negócios em um ambiente dominado por grandes players do agro, a instituição amplia o conceito de desenvolvimento econômico. Mostra que inovação também está na tradição e que o crescimento pode (e deve) incluir quem produz com as próprias mãos.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Sudoeste | Rio Verde e Jataí: Vivianne Oliveira / Agência Entremeios Comunicação – (62) 98174-9881
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Fonte: Sebre Goiás
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