Apple e outras grandes de tecnologia requerem mais capital hoje do que antes, diz Warren Buffet


O megainvestidor Warren Buffet considera que as empresas apelidadas de “Sete Magníficas” – Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla – exigem mais capital para funcionar hoje do que há alguns anos, e reiterou que a Berkshire Hathaway busca companhias com alto retorno e baixa necessidade de capital.

“Certamente há mais intensidade de capital nas Sete Magníficas agora do que há alguns anos”, disse ele a acionistas. O comentário veio em resposta a questionamentos sobre declarações dadas por Buffet na década passada, sobre a baixa necessidade de capital da Apple – empresa na qual a Berkshire Hathaway, empresa do megainvestidor, possui participação.

Ele pontuou, no entanto, que “a Apple basicamente não precisou de nenhum capital por anos e recomprou ações”. Também disse que a fatia na companhia ajuda em outras operações da Berkshire – como no setor de seguros, em que as ações da Apple podem ser usadas como garantia para rodar o negócio.

Buffet disse que “é sempre melhor ganhar muito dinheiro sem colocar nada do que ganhar muito dinheiro colocando muito dinheiro”, e que esta é a filosofia de investimento da Berkshire Hathaway.

No entanto, fez críticas à gestão de investimentos, um modelo de negócio que segue esta lógica. “Muitas pessoas ficaram ricas convencendo outras pessoas a colocar capital. É isso o que fazem na gestão de recursos. A gestão de investimentos é muito boa, porque outras pessoas colocam o capital, e você cobra”, disse Buffet.

“Isso pode levar a muito abuso. O capitalismo nos Estados Unidos prosperou como nada que se tenha visto, mas é uma catedral acoplada a um cassino. Todos estão se divertindo no cassino, mas a catedral também precisa ser abastecida. É muito importante que os Estados Unidos garantam que a catedral não seja tomada pelo cassino”, afirmou.

O megainvestidor também disse que a Berkshire Hathaway continuará aumentando sua lucratividade com o tempo, e que as aquisições são parte relevante neste esforço. Mas ressaltou que isso não acontecerá “num fluxo estável” e que as oportunidades de compra são “muito situacionais”. “Faremos nossos melhores negócios quando as pessoas estiverem mais pessimistas”, afirmou.



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Estadão

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