Após rumor de candidatura de Carlos Bolsonaro, Fiesc diz que SC não precisa importar políticos


Por Redação O Estado de S. Paulo – 21/06/2025 11:57

Os planos de Carlos Bolsonaro (PL), o filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro, de se candidatar ao Senado por Santa Catarina não foram bem aceitos por órgãos da indústria do Estado. Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) afirmou que não precisa “importar” políticos de outros Estados e que o candidato ao Senado deve estar ligado aos interesses catarinenses.

“Santa Catarina tem lideranças políticas preparadas e legítimas para representá-la no Congresso Nacional. A indústria catarinense defende que a voz do Estado em Brasília deve ser constituída com base no mérito, no diálogo com a sociedade e na profunda conexão com os catarinenses – e não por imposições externas”, apontou a Fiesc em nota.

A Federação também afirmou que, para manter o interesse industrial no estado, que possui um dos maiores polos do setor no Brasil, os nomes para uma possível vaga no Senado devem ter “raízes no Estado”.

“Nossos congressistas devem estar ligados ao setor produtivo e à população catarinense, para defender com legitimidade e conhecimento de causa os nossos interesses”, disse a Federação. “A Fiesc valoriza a autonomia política do Estado, as lideranças locais e o respeito à trajetória de um Estado que nunca se curvou a projetos alheios à sua realidade”.

A ideia de Carlos Bolsonaro era aproveitar o recall eleitoral em Santa Catarina, onde obteve 69,27% dos votos válidos no segundo turno nas eleições de 2022, contra 30,73% de Lula, para emplacar a candidatura de Carlos. Vereador mais votado da capital fluminense na eleição municipal de 2024, com 130.480 votos, Carlos não terá espaço para a disputa das duas vagas ao Senado pelo Rio.

Três nomes do PL buscam a indicação do partido para as duas vagas na corrida ao Senado. Enquanto Flávio Bolsonaro deverá ser candidato à reeleição, o governador Cláudio Castro e o senador Carlos Portinho deverão disputar a outra vaga do partido nas eleições.

Carlos não será o primeiro membro da família Bolsonaro a entrar para a política catarinense. O irmão mais novo, Jair Renan Bolsonaro, foi o vereador eleito mais votado em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Ele se candidatou ao cargo utilizando como nome de urna “Jair Bolsonaro”.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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