Após igualar feito de Maria Esther Bueno, Stefani é vice em duplas mistas em Wimbledon


Pela primeira vez desde 1967, uma brasileira disputou uma final em Wimbledon. Luisa Stefani entrou na quadra central nesta quinta-feira ao lado do britânico Joe Salisbury, em busca do título de duplas mistas do Grand Slam mais tradicional do tênis. Apesar da campanha sólida e das boas atuações ao longo do torneio, a dupla acabou superada por Sem Verbeek, da Holanda, e a checa Katerina Siniakova, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/3) e 7/6 (7/3).

O primeiro set foi muito equilibrado, disputado ponto a ponto e sem quebras de serviço. Ambas as duplas mostraram entrosamento e eficiência nos games de saque, levando a parcial para o tie-break. No desempate, Verbeek e Siniakova foram mais consistentes e souberam explorar os erros dos adversários, fechando em 7/3 após quase 1h de jogo.

Na segunda parcial, o início deu mostras de que o panorama seguiria equilibrado, com as duplas mantendo o padrão técnico e os serviços. Mas Verbeek e Siniakova conseguiram uma quebra logo no terceiro game e abriram vantagem. Na sequência, Luisa precisou de atendimento médico, o que gerou preocupação na quadra central. A brasileira retornou ao jogo, e, na base da superação, veio a reação. Com a quebra no oitavo game, o duelo foi empatado até o placar de 6 a 6. Mais uma vez, o duelo foi para o tie-break com triunfo de 7/6 (7/3) para Verbeek e Siniakova.

Mesmo com o vice-campeonato, Luisa Stefani brilhou em Londres, apesar de também ter perdido para Siniakova nas duplas femininas. Ela foi a primeira brasileira a alcançar uma final em Wimbledon desde Maria Esther Bueno, em 1967 – também nas duplas mistas. Naquele ano, Esther foi campeã ao lado do australiano Ken Fletcher, conquistando seu último título na grama sagrada do tênis.

Stefani, de 27 anos, já havia vencido um Grand Slam nas mistas, ao lado de Rafael Matos, no Aberto da Austrália de 2023. A tenista também acumula títulos importantes no circuito, como os WTA 1000 de Guadalajara (2022) e Doha (2024), além de um bronze olímpico em Tóquio com Laura Pigossi.

A campanha até a final de Wimbledon, no entanto, foi irretocável. Nas semifinais, Stefani e Salisbury venceram Marcelo Arévalo e Shuai Zhang com autoridade: 6/4 e 6/2. Antes disso, eliminaram duplas experientes, como Hsieh Su-Wei/Jan Zielinski nas quartas, Asia Muhammad/Andrés Molteni nas oitavas e Erin Routliffe/Michael Venus na estreia.

SWIATEK CONFIRMA FAVORITISMO E FAZ A FINAL DO SIMPLES

No torneio de simples feminino, Iga Swiatek confirmou o favoritismo e garantiu vaga na decisão de Wimbledon ao derrotar a suíça Belinda Bencic por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/0, em apenas 1h12min de jogo. Dominante do início ao fim, a oitava cabeça de chave aplicou um “pneu” e não deu chances à adversária, somando 26 winners contra apenas 11 da suíça.

A final será contra a americana Amanda Anisimova, que superou Aryna Sabalenka em um confronto equilibrado: 6/4, 4/6 e 6/4. Será a primeira vez que Swiatek e Anisimova se enfrentam em uma final de Grand Slam. A americana, de 23 anos, faz campanha histórica em Londres e disputa sua primeira decisão de Slam na carreira.

Especialista em saibro, Swiatek mostra evolução também na grama. Até esta edição de Wimbledon, a polonesa jamais havia passado das quartas de final. Agora, cinco vezes campeã de Grand Slam, ela tenta conquistar o título mais tradicional do circuito.P



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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