América Latina tem sido resiliente a choques, mas pode fazer melhor, diz diretora-geral do FMI


A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que a América Latina tem apresentado um desempenho econômico resiliente aos múltiplos choques que o mundo enfrenta, mas pode fazer melhor.

“A América Latina faz parte da economia mundial que, no geral, tem apresentado um desempenho abaixo do potencial há algum tempo, e eu sempre espero que haja uma faísca que libere em toda a América Latina o potencial de crescimento que está lá”, disse ela, durante discurso que antecipa as reuniões anuais do Fundo, na próxima semana.

Segundo Georgieva, há três pontos óbvios que os países da América Latina podem colocar em prática para crescer mais. O primeiro deles é aproveitar a reformulação das cadeias de suprimentos globais. Ela também mencionou a necessidade de a região ser mais ágil na absorção de mudanças e, por fim, colocar em prática o “dinamismo incrível” visto tanto em setores econômicos como no futebol.

“A América Latina tem sido resiliente neste mundo de choque após choque. Mas acho que você pode levantar os olhos e dizer: Sim, nós miramos mais alto. Nós fazemos melhor”, concluiu a diretora-geral do FMI.

Cenário de emergentes

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional enfatizou o melhor desempenho dos mercados emergentes no contexto atual. “As economias de mercado emergentes, especialmente, melhoraram significativamente seus quadros de política e instituições”, disse ela, em discurso que abre as reuniões anuais do Fundo, na próxima semana, em Washington, nos Estados Unidos.

Estudos do FMI divulgados nesta semana mostram que, depois de enfrentar sucessivas ondas de aversão ao risco, os países emergentes, a exemplo do Brasil, têm se beneficiado do maior apetite dos investidores globais.

Segundo o Fundo, é uma combinação de boas práticas monetárias e uma pitada de sorte.

A combinação de regras fiscais mais críveis, bancos centrais mais autônomos e mercados de dívida em moeda local mais profundos elevou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de países emergentes em 0,5 ponto porcentual (pp), calcula o FMI. Por sua vez, a inflação se reduziu em 0,6 pp nas turbulências pós-2008.

“Economias emergentes agora se saem melhor quando os choques ocorrem do que antes da crise financeira global. Boas políticas fazem a diferença”, avaliou Georgieva.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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