Alcaraz prevê Sinner ‘mais forte’ após perda do 1º lugar e quer estar em ‘prateleira’ de lendas


Vivendo a melhor fase da carreira, em busca do recorde de vitórias em uma temporada e também podendo confirmar a liderança do ranking até o fim do ano, Carlos Alcaraz deu uma entrevista sincera e bastante humilde nesta quarta-feira antes de estrear no Torneio de Tóquio, a nível ATP 500. O espanhol elogiou o rival Jannik Sinner, prevendo que o italiano virá ainda mais forte ao ser desbancado por ele do trono do ranking e ainda disse ser cedo para falar em “ser o maior’ de todos os tempos.

São 62 vitórias em 2025 e sete títulos conquistados, entre eles os Grand Slams de Roland Garros e US Open. Ganhar quatro jogos em Tóquio significará ultrapassar os 65 triunfos de 2023. Mesmo sem Sinner (batido na decisão do US Open) como concorrente no Japão – vai jogar em Pequim – a rivalidade não fica de lado.

“Eu sei que ele vai mudar em relação à última partida. É a mesma coisa que eu fiz quando perdi para ele algumas vezes. Tentei ser um jogador melhor”l, afirmou Alcaraz, que tem 10 a 5 de vantagem no duelo com o agora segundo do mundo.

“Da próxima vez, vou enfrentá-lo, então espero que ele faça o mesmo, mude algumas coisas só para estar pronto, e eu tenho que estar focado e preparado para as mudanças. Vou tentar superar essas mudanças e estar pronto para essa rivalidade”, disse. “Acho que está melhorando para mim e para o tênis. Veremos no futuro quantas vezes jogarei contra ele e em que circunstâncias jogaremos. Mas acho que agora está indo muito bem.”

O número 1 do mundo já vem sendo avaliado com um dos grandes do planeta, mas o assunto sobre se tornar o maior de todos os tempos deixa Alcaraz incomodado. “É algo que não está na minha mente agora”, minimizou.

Alcaraz, por enquanto, prefere apenas aumentar seus feitos. “Sempre digo que meu objetivo no tênis é tentar estar na mesma prateleira que as lendas ou os melhores jogadores da história, mas não é algo em que estou pensando agora, apesar de já ter conquistado grandes feitos em apenas 22 anos.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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