Alcaraz bate Lehecka, continua sem perder sets no US Open e chega à 9ª semifinal de Grand Slam


Carlos Alcaraz deu mais um passo em sua brilhante temporada no tênis ao alcançar a semifinal do Us Open pela terceira vez na carreira – foi campeão em 2022. Número 2 do mundo, o espanhol de somente 22 anos aplicou 6/4, 6/2 e 6/4 no checo Jiri Lehecka para se colocar entre os quatro melhores sem nenhum set perdido. Na carreira, são nove semifinais de Grand Slam.

Nesta terça-feira, Alcaraz mais uma vez demonstrou que seu serviço é o diferencial na competição de Nova York. Sem permitir quebras ao checo – só perdeu um saque em todo o torneio – mostrou força na hora que teve os break points e fechou o jogo sem somente 1h58.

São impressionantes 59 vitórias no ano, cinco finais seguidas e 35 triunfos nas últimas m36 aparições. A única derrota foi diante do italiano Jannik Sinner, com quem disputa jogo a jogo a liderança do ranking, na decisão de Wimbledon.

Foi uma revanche para Alcaraz, derrotado por Lehecka em Doha, no começo do ano – são apenas seis derrotas em toda a temporada do número 2 do mundo. E uma aula de tênis, concluindo um rali de 21 trocas de bolas com voleio na rede, além de pontuar 38 vezes em 45 saques.

O rival da semifinal sai do duelo noturno entre o local Taylor Fritz (4º favorito), diante do experiente sérvio Novak Djokovic (7º). Independentemente do adversário, o espanhol entrará em quadra como favorito e ainda mais perto de superar sua melhor temporada. Foram 65 vitórias em 2023 e seis títulos.

Após o jogo, ainda em quadra, o feliz e entusiasmado Alcaraz revelou um adversário a mais que tem enfrentado no complexo de Flushing Meadows, em Nova York: a possibilidade de voltar à liderança do ranking, posto no qual não figura desde 2023.

“É muito difícil não pensar nisso. Toda vez que entro em quadra, tento não pensar, pois se eu pensar muito na posição de número 1, vou me pressionar”, afirmou. “Só quero entrar em quadra e tentar fazer o meu trabalho, seguir meus objetivos, tentar aproveitar o máximo que puder”, seguiu. “A posição de número 1 está lá (em jogo), mas estou tentando não pensar muito nela.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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