Acusado de racismo, Miguelito é suspenso pelo STJD até data de julgamento


O meia Miguelito, que pertence ao Santos e está emprestado ao América-MG, foi suspenso nesta quinta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador foi denunciado por suposto caso de racismo em jogo da Série B do Campeonato Brasileiro e ficará afastado da equipe mineira de forma preventiva até a data do julgamento, marcado para o dia 19 deste mês.

Miguelito e o América-MG serão julgados pela Primeira Comissão Disciplinar após serem denunciados pelo STJD, nesta quinta. Jogador e clube foram enquadrados no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de discriminação racial: “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

O artigo prevê suspensão de cinco a dez partidas e multa, que pode variar de R$ 100 a R$ 100 mil. A suspensão de Miguelito foi definida pelo próprio presidente do STJD do Futebol, Luis Otávio Veríssimo Teixeira.

Miguelito foi denunciado porque teria proferido ofensas discriminatórias ao atacante Allano, do Operário-PR, em jogo da sexta rodada da Série B. Ambos os jogadores aguardavam a cobrança de uma falta quando Miguelito, de origem boliviana, teria proferido a expressão “Preto do C******”, de acordo com a súmula da partida.

Após o fim da partida, atletas e testemunha foram conduzidos por uma equipe da Polícia Militar até uma delegacia onde foi dada voz de prisão em flagrante a Miguelito. O jogador do América chegou a ser detido em Ponta Grossa, local da partida. E foi liberado da prisão no dia seguinte para responder em liberdade pela denúncia de injúria racial.

No dia 19, além de Miguelito, o Operário será julgado por causa de uma infração cometida por um torcedor, que arremessou bebida alcoólica em um jogador do clube mineiro. O clube paranaense foi denunciado com base no artigo 213, inciso III, do CBJD, com pena prevista de multa que pode variar entre R$ 100 e R$ 100 mil.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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