Abel Ferreira revela montanha-russa de emoções em ‘noite mágica’ com Palmeiras


Desde que chegou ao Palmeiras, há cinco anos, Abel Ferreira construiu imagens dissonantes em campo, na Academia de Futebol e nas entrevistas coletivas. O português reclamão à beira do gramado se transforma em um perfil emotivo, principalmente quando fala de família e quando consegue feitos improváveis, como a goleada sobre a LDU por 4 a 0 que classificou a equipe alviverde a mais uma final de Libertadores.

Abel não escondeu o choro ao falar da filha, que foi para Portugal cursar o ensino superior. Também enalteceu o papel da família que tem no seu entorno no centro de treinamentos do Palmeiras. “Família para mim é a base. Chorei e estou chorando, mas não gosto de mostrar minha parte fraca. É um alívio (a classificação)”, disse o português.

O treinador do Palmeiras revelou que definiu o plano tático do jogo com a LDU na manhã de terça-feira. Sua principal missão seria fazer com que os atletas compreendessem o plano e ganhassem motivação após três jogos seguidos sem vitória. “O nunca é um combustível para nós”, afirmou. Abel precisava surpreender o adversário, por isso montou uma linha com três zagueiros, apoiados por um único volante (Andreas Pereira), que teriam a tarefa de municiar um ataque formado por seis atletas.

“Eu tinha de arranjar algo que os fizesse acreditar que seria possível. O primeiro a se fazer é inspirar as pessoas que trabalham contigo. Rezei todos esses dias. Deus me disse que não adianta rezar, porque os adversários também rezam. É muito trabalho e preparação. Foi um jogo tático e mental. Escalamos a montanha, só vitórias e uma única derrota”, acrescentou.

A “noite mágica” só foi possível graças a um elenco afinado, com apoio da torcida em um jogo com muito mais acertos do que erros. “Magia tem a ver com o que você acredita. Eu não conhecia o Palmeiras antes de cruzar o Atlântico. O que me fez vir aqui é acreditar sem ver. Tem a ver também com o seu trabalho e com transformar tudo o que fazemos no CT em uma noite como hoje.”

No dia em que completou cinco anos no Palmeiras, o português revelou o que diria ao “moleque” Abel de 2020. “Eu diria a esse moleque, que nunca foi o melhor aluno, o melhor jogador e nem o melhor treinador, ‘não deixe que você mesmo seja o seu bloqueio. Parabéns pela ousadia, por desafiar seus próprios limites'”.

O Palmeiras volta a campo no próximo domingo, às 18h30, para medir forças com o Juventude e defender a liderança do Campeonato Brasileiro. A partida será realizada em Caxias do Sul. A decisão da Libertadores, contra o Flamengo, está agendada para 29 de novembro, em Lima.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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