Em meio a críticas dos palmeirenses após a derrota para o Flamengo, Abel Ferreira evitou atacar a atuação de Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO) no duelo pelo Campeonato Brasileiro. Apesar de dizer que evitaria falar da arbitragem, o técnico do Palmeiras pontuou erros e chegou a acusar o árbitro de fechar o microfone ao falar com os jogadores.
“Do árbitro, especificamente, não vou falar. Os lances estão aí, todos viram”, iniciou Abel Ferreira, em sua entrevista coletiva no Maracanã, que durou cerca de dez minutos. “Em relação ao jogo, entramos muito bem. Do outro lado, equipe com excelentes jogadores e muito bem treinada. Infelizmente, não conseguimos entrar mais cedo no jogo no segundo tempo. Tivemos aqui e ali uma situação ou outra em termos de eficácia de passe que nos prejudicou.”
Abel, no entanto, teceu breves críticas a Wilton Sampaio. “Contra ele, as coisas não têm funcionado muito bem”, disse. Assim como Gustavo Gómez, o treinador acusou o árbitro de desligar o microfone e ser ‘desrespeitoso’ com os jogadores palmeirenses após a partida. “Já me expulsou quatro ou cinco vezes. A forma que ele falou com meus jogadores após o jogo… Enfim.”
Os paulistas, que balançaram as redes com Vitor Roque e Gustavo Gómez, reclamaram da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio. A equipe alviverde reclamou de um pênalti não marcado ainda no primeiro tempo e pediu irregularidade no lance que originou a penalidade para os cariocas. O lateral Piquerez chegou a ser expulso após o apito final por demonstrar indignação com o juiz.
“No pênalti, o Bruno Fuchs poderia evitar (a falta), mas temos de ver o que aconteceu antes. Se fosse basquete, era falta de ataque. Pedro dá um empurrão e tira vantagem. E ainda houve falta no Vitor Roque antes. Mas o árbitro é quem decide”, pontuou Abel. “E o Flamengo é uma excelente equipe, com um excelente treinador. Não precisa de outras coisas. O Flamengo é bom o suficiente para dividir o jogo contra qualquer equipe no Brasil.”
O treinador do Palmeiras também se voltou para a cobertura da imprensa, desde que chegou ao Brasil – em especial em questões relacionadas à arbitragem e suas opiniões. “Não vou falar, já disse que não vou falar. Já falei o suficiente. Quando fui expulso, levei amarelos, ninguém falava dos árbitros. Estou aqui há cinco anos e o que vocês jornalistas fizeram foi dizer que o treinador do Palmeiras era chato, não defendia a arbitragem. Isso não é minha função.”
Por: Estadão Conteúdo
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