A cineasta brasileira Bárbara Marques, conhecida pelos curtas Dia de Cosme e Damião (2016) e Cartaxo (2020), está desaparecida desde que foi detida pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) durante uma audiência em Los Angeles para obtenção do green card.
O caso foi relatado por seu marido, o montador e ator norte-americano, Tucker May, em publicações nas redes sociais.
Quem é Bárbara Marques
Nascida em Vitória (ES), Bárbara Marques é formada em Cinema pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Desde 2018, vive em Los Angeles, onde desenvolveu carreira como diretora, produtora e atriz.
Em entrevista à Voyage LA, ela conta que o interesse pelas artes surgiu ainda na infância, inspirado pela tia, a atriz Elisa Lucinda. Aos 17 anos, Bárbara estreou nos palcos em uma montagem de O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna.
Aos 19 anos, mudou para o Rio para estudar interpretação na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e, posteriormente, aprofundou sua formação em cinema. No período, trabalhou em curtas-metragens, peças teatrais e em produções de TV e cinema, além de atuar em projetos em Angola.
Em Los Angeles, dirigiu o curta Cartaxo (2019), em homenagem à atriz Marcelia Cartaxo, além de produções como Love (2023), vencedor de melhor documentário no Filmae Film Festival de Brasília, e Pretas (2023), exibido no Los Angeles Brazilian Film Festival.
Prisão após audiência de imigração
Segundo May, a cineasta foi presa logo após um encontro com agentes de imigração no prédio federal do centro de Los Angeles. Ele relatou que, ao fim da reunião, os atendentes afirmaram que tudo estava correto com a documentação do casal.
Pouco depois, no entanto, um funcionário teria usado o pretexto de uma impressora quebrada para separar Bárbara de seu advogado, momento em que foi levada sob custódia.
“O motivo da prisão foi uma audiência judicial de 2019 que minha esposa nunca foi notificada”, afirmou May em publicação no Instagram.
Dificuldades de acesso à defesa
Depois da prisão, Bárbara foi encaminhada ao Centro de Detenção de Adelanto, na Califórnia. De acordo com May, a unidade dificultou a comunicação da cineasta com seus advogados.
“O centro de Adelanto tem impedido ativamente que minha esposa converse com seu advogado, atrasando a entrega de documentos que foram enviados para a unidade”, disse.
O marido ainda relatou que, mesmo após os advogados terem protocolado uma ordem judicial para impedir a remoção da brasileira, ela foi transferida para outro local.
“Na noite passada, ela foi levada da instalação de Adelanto para um destino não revelado. Eles podem estar mandando-a para qualquer lugar do mundo, e nós não temos como saber”, escreveu.
Mobilização por visibilidade
Preocupado com a segurança da esposa, Tucker May tem usado as redes sociais para pedir apoio. “Peço ajuda para atrair a atenção da mídia e das autoridades para estes múltiplos lapsos no devido processo legal e nos procedimentos adequados”, publicou.
O caso ocorre em meio a críticas sobre a atuação do ICE e a condução de processos migratórios nos Estados Unidos, que têm sido apontados por organizações como excessivos e falhos em relação aos direitos dos imigrantes.
Por:Estadão Conteúdo
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