Aos 29 anos, Henrique Vilela aposta em renovação e quer ampliar participação dos jovens na política

Aos 29 anos, candidato defende maior participação de jovens na política e destaca temas como inteligência artificial e novas tecnologias.

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Aos 29 anos, Henrique Vilela entra na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados tendo a juventude como uma das marcas de sua candidatura. Em um cenário político tradicionalmente ocupado por representantes de gerações mais experientes, o candidato defende a ampliação da presença dos jovens nos espaços de decisão e vê sua candidatura como uma forma de estimular essa participação.

Para Henrique, a renovação geracional não significa desconsiderar a experiência de quem já ocupa a política, mas acrescentar ao debate público perspectivas de uma geração que cresceu em meio a profundas transformações tecnológicas e sociais. “Se você olhar para os deputados federais que nós temos hoje, todos eles são para cima de 45 anos. Não estou falando que esse seja um problema, mas às vezes é bom pensar que a gente pode colocar pessoas jovens lá e que tenham uma realidade sobre inteligência artificial e novas tecnologias, porque nós nascemos nesse mundo”, afirma.

O candidato argumenta que mudanças provocadas pela inteligência artificial, pela digitalização da economia e pelo avanço de novas tecnologias terão impacto crescente na vida da população e, consequentemente, nas decisões tomadas pelo Congresso Nacional. Na avaliação dele, a participação de uma geração familiarizada desde cedo com esse ambiente pode contribuir para a discussão dessas pautas.

“Ninguém melhor para entender esse mundo, esses avanços tecnológicos, do que quem nasceu nessa geração. Por isso que eu me coloquei à disposição e sou um dos candidatos mais novos dessa disputa”, diz.

Henrique também associa sua entrada na política à necessidade de aproximar os jovens do processo eleitoral para além do voto. A intenção, segundo ele, é estimular uma geração que muitas vezes acompanha o debate público pelas redes sociais, mas ainda encontra pouca representação de sua faixa etária nos espaços institucionais de poder.

“Eu acredito muito nessa renovação e a minha entrada na política também é para incentivar que esses jovens participem”, destaca.

Ao colocar a questão geracional no centro de sua candidatura, Henrique busca transformar a idade em um elemento de representatividade. Mais do que defender a substituição de uma geração por outra, ele sustenta que o desafio é abrir espaço para diferentes experiências e visões na construção das políticas públicas.

Para o candidato, aumentar a participação dos jovens significa também levar ao Congresso discussões que já fazem parte do cotidiano dessa parcela da população, especialmente diante de um mercado de trabalho, uma economia e formas de comunicação cada vez mais influenciados pela tecnologia.

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