Moradores de Goiânia protestam contra a remoção de gameleiras centenárias

O movimento, que busca o diálogo com o poder público, argumenta que as árvores possuem valor histórico e ambiental inestimável para a capital goiana. A polêmica cresceu após a divulgação de que órgãos municipais estariam planejando a retirada dos exemplares, o que motivou o protesto organizado pelos frequentadores da região.
Questionamentos sobre a gestão da arborização urbana
Luiz Gonzaga, integrante do movimento Goiânia Viva, destaca que as gameleiras são árvores centenárias que compõem a identidade paisagística da cidade. Segundo ele, o problema central reside na falta de cuidados adequados ao longo dos anos. O representante afirma que comerciantes locais solicitaram podas racionais e a remoção de galhos secos, mas não teriam obtido retorno positivo das autoridades competentes.
A falta de transparência sobre os laudos técnicos também é um ponto de tensão. O grupo relata que não teve acesso aos documentos que justificariam a derrubada. De acordo com Luiz, uma análise realizada em abril indicava que as árvores não estavam condenadas e necessitavam apenas de intervenções de manejo, o que levanta dúvidas sobre a mudança de postura da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
Impactos ambientais e o papel do poder público
A importância das gameleiras vai além da estética, atuando diretamente no conforto térmico da região. As árvores oferecem sombra essencial para moradores e clientes de estabelecimentos próximos, além de servirem de abrigo para diversas espécies de pássaros e insetos. O movimento alerta que a substituição por mudas menores não supriria a necessidade de sombreamento imediato, prejudicando a qualidade de vida urbana.
Para os manifestantes, a solução definitiva passa por uma mudança na política de gestão ambiental. Luiz Gonzaga reforça que é necessário investimento contínuo e vontade política para preservar o patrimônio natural de Goiânia. O grupo defende que a manutenção preventiva deve ser o padrão, evitando que árvores saudáveis ou recuperáveis sejam eliminadas sem alternativas viáveis.
Ações judiciais e a busca por transparência
Diante do impasse, o grupo formalizou uma denúncia junto ao Ministério Público Estadual (MPE). O objetivo é impedir a retirada das árvores até que seja realizada uma apuração detalhada sobre a real necessidade da medida. A estratégia visa forçar a prefeitura a apresentar justificativas técnicas claras e considerar alternativas que garantam a permanência das gameleiras no local.
A mobilização também tem servido para conscientizar a população local, já que muitos frequentadores da praça desconheciam os planos de remoção. O movimento planeja ampliar as discussões e acompanhar de perto os próximos passos da administração municipal. Para mais informações sobre a legislação ambiental, consulte o portal do Ministério Público de Goiás.


