O Sebrae Goiás lançou o “Estudo Empreendedorismo Jovem”, que mostra qual é a realidade do perfil dos empreendedores de 14 a 29 anos no estado. A pesquisa, realizada pelo Observatório Sebrae, da Unidade de Gestão Estratégica (UGE), foi realizada com análises das bases de dados da PNAD Contínua do IBGE, do 1º trimestre de 2026, e da Receita Federal e Pesquisa GEM 2025, com recorte dessa faixa etária.
Os dados mostram que no Brasil existem 4,8 milhões de jovens empreendedores, com crescimento de 6% na última década. Em Goiás são 162 mil jovens empreendedores, o que representa 9% dos jovens no estado.
Desses 162 mil jovens empreendedores, 150 mil são trabalhadores por conta própria e 12 mil atuam como empregadores, impulsionando a economia local e gerando oportunidades. O perfil demográfico revela uma força de trabalho dinâmica. A maior concentração está nos jovens de 25 a 29 anos (59%) e de 20 a 24 anos (35%). Do total de empreendedores 60% se consideram negros e 40% brancos. Já na escolaridade são 59% com ensino médio e 34% possuem curso superior.
O diretor superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, reforça o papel essencial da instituição em diagnosticar e entender esse público para, oportunamente, auxiliá-lo. “Com essa pesquisa entenderemos melhor o perfil dos jovens empreendedores e poderemos ofertar ferramentas mais direcionadas para as necessidades desse grupo”, destaca.
A coordenadora da pesquisa, a analista da UGE Polyanna Marques Cardoso, destaca a busca desse público por autonomia. “Os jovens de 14 a 29 anos continuam engajados em empreender. Os dados da Pesquisa GEM 2025 mostram que a busca pelo empreendedorismo entre eles está mais associada à busca por oportunidades, autonomia, realização pessoal, geração de riqueza e propósito e menos à necessidade decorrente da falta de emprego”, avalia.
Para o gerente da UGE, Francisco Lima, o estudo é uma forma de entender o papel deles na sociedade. “Os jovens empreendedores transformam iniciativa em renda e oportunidades, gerando sua própria ocupação, movimentando principalmente o comércio e os serviços e criando novos negócios em diferentes municípios. Mesmo com rendimentos médios inferiores aos dos empreendedores mais experientes, a renda dos jovens empreendedores cresceu 52% na última década, demonstrando avanço na capacidade de geração de riqueza e autonomia econômica”, analisa.
A analista Polyanna Cardoso destaca a relevância da pesquisa. “Estudar o jovem empreendedor permite ao Sebrae compreender quem está renovando o tecido empresarial goiano, identificar desafios e oportunidades desse público e direcionar ações mais efetivas de capacitação, inovação e formalização”, diz.
Baixe o estudo no Observatório Sebrae: www.sebraego.com.br/observatorio-sebrae/
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