Fila do INSS atinge menor nível histórico com 1,2 milhão de pedidos pendentes

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcançou um marco significativo na gestão de seus processos administrativos. Dados atualizados até o dia 24 de agosto de 2026 revelam que a fila de espera para análise de benefícios recuou para 1,282 milhão de requerimentos. Este volume representa o patamar mais baixo registrado na série histórica iniciada em janeiro de 2023, refletindo uma mudança estrutural na capacidade operacional da autarquia.

A trajetória de queda é expressiva quando comparada ao início do ano. Em janeiro, o estoque de pedidos pendentes somava 3,073 milhões, o que configura uma redução de 59% no período. O cenário é ainda mais positivo ao analisar os processos que superam o prazo legal de 45 dias para conclusão: houve uma diminuição de 86%, passando de 1,882 milhão para 261 mil requerimentos. As informações foram detalhadas por Leonardo Bittencourt, diretor de Benefícios do INSS, durante sessão do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), conforme reportado pela Agência Brasil.

Recorde na concessão de benefícios previdenciários

O esvaziamento da fila de espera está diretamente atrelado ao recorde de produtividade do instituto. Entre janeiro e julho de 2026, o INSS manteve uma média mensal de 730 mil concessões de benefícios. Este desempenho supera em 67% a média registrada no mesmo intervalo de 2022, quando o volume era de 438 mil liberações por mês. Em comparação ao ano anterior, 2025, o crescimento também é notável, visto que a média mensal daquele período foi de 641 mil.

Prazos médios e variações por modalidade

Atualmente, o tempo médio para a conclusão de uma análise no sistema previdenciário é de 35 dias. Contudo, este prazo é dinâmico e sofre variações conforme a natureza do benefício solicitado pelo segurado. O salário-maternidade lidera a agilidade com uma média de 11 dias, seguido pelos benefícios por incapacidade, que levam cerca de 30 dias, e pelas aposentadorias, com 33 dias.

Os benefícios assistenciais apresentam um tempo de resposta maior, situando-se em 65 dias. Esta diferença ocorre devido à complexidade do rito processual, que frequentemente demanda a realização de perícia médica e avaliação biopsicossocial. Tais etapas são fundamentais para atestar a condição do requerente e garantir a precisão na concessão do amparo social.

Eficiência na fila de perícia médica federal

Além dos processos administrativos, a Perícia Médica Federal obteve avanços expressivos na redução de sua demanda reprimida. O número de pessoas aguardando atendimento pericial caiu de 1,230 milhão em novembro de 2025 para 196.615 em agosto de 2026, uma queda de 84%. O tempo de espera nacional para a perícia também foi reduzido drasticamente, passando de 70 dias em agosto de 2023 para os atuais 17 dias.

Disparidades regionais no atendimento

Embora a tendência nacional seja de queda, o tempo de espera ainda apresenta variações regionais significativas. O Mato Grosso do Sul destaca-se com uma média de apenas seis dias para o atendimento. Em contrapartida, estados como São Paulo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba e Rio de Janeiro mantêm uma média de 15 dias. O Distrito Federal registra o maior tempo entre as localidades monitoradas, com 38 dias de espera média para o segurado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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