Bombeiros controlam incêndio florestal que atingiu 182 hectares em Goianésia

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O 18º Batalhão de Bombeiros Militar (18º BBM) de Goianésia foi mobilizado para o segundo dia de ações de controle e combate a um incêndio florestal que atingiu propriedades rurais às margens da Rodovia GO-230, no sentido Ceres. A ocorrência mobilizou uma força-tarefa durante dois dias e atingiu uma área estimada em mais de 600 hectares.

Do total monitorado pelas equipes, aproximadamente 182 hectares foram consumidos pelo fogo, enquanto cerca de 484 hectares foram preservados durante a atuação integrada. Segundo as informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, a área preservada corresponde a aproximadamente 75% do total alcançado pelas ações das equipes.

O incêndio atingiu principalmente áreas de reserva legal e avançou por regiões de difícil acesso, exigindo o emprego de diferentes equipamentos e estratégias para impedir a progressão das chamas em direção a outras propriedades rurais.

Incêndio começou às margens da GO-230

Conforme informações repassadas ao Corpo de Bombeiros Militar, o incêndio teria começado no domingo, na margem esquerda da GO-230, considerando o sentido Ceres.

As chamas posteriormente atravessaram a rodovia e chegaram ao lado direito da pista, atingindo uma área de palhada. A partir desse ponto, o fogo avançou em direção à Fazenda Paraíso.

A proximidade com propriedades rurais e áreas de reserva legal exigiu uma resposta rápida das equipes para evitar que o incêndio atingisse estruturas existentes nos imóveis.

Durante o primeiro dia de atuação, uma força-tarefa foi organizada e coordenada pelo 18º BBM. O trabalho reuniu equipes de diferentes setores e contou com o apoio de equipamentos utilizados no combate a incêndios em vegetação.

A mobilização teve como objetivo principal controlar o avanço das chamas e impedir que o fogo alcançasse sedes de propriedades, edificações, benfeitorias e áreas onde havia animais.

Força-tarefa reuniu Bombeiros e equipes locais

O combate ao incêndio contou com a participação de uma estrutura integrada. Além dos militares do 18º BBM, participaram das ações a Patrulha Rural de Combate a Incêndios da Prefeitura de Goianésia, equipes da Usina Goianésia, colaboradores da Fazenda Paraíso e voluntários.

A operação também contou com tratores e caminhões-pipa disponibilizados por empresas locais e pela Prefeitura Municipal.

No trabalho direto sobre as chamas, foram utilizados equipamentos como bombas costais, abafadores e sopradores. A combinação dos recursos permitiu que as equipes atuassem em diferentes pontos da área atingida.

A integração entre os envolvidos foi importante para conter a propagação do incêndio e reduzir os riscos para as propriedades próximas.

Durante o primeiro dia, o trabalho conseguiu evitar que as chamas avançassem sobre sedes de propriedades, edificações, benfeitorias e áreas utilizadas para a proteção de animais.

Segundo dia teve foco na proteção da reserva legal

No segundo dia de combate, o principal objetivo das equipes foi conter o incêndio e proteger as áreas de reserva legal existentes nas propriedades rurais.

Outra preocupação era evitar que as chamas continuassem avançando em direção a outras propriedades da região.

As equipes permaneceram mobilizadas para controlar os focos existentes e impedir a progressão do fogo. O trabalho foi realizado novamente de forma integrada, reunindo os diferentes grupos que participaram da força-tarefa.

Ao final da atuação, o incêndio foi controlado, mas os Bombeiros alertaram para a necessidade de acompanhamento da área.

Isso ocorre porque ainda podem existir brasas remanescentes em pontos de serra e locais de difícil acesso. Esses focos podem provocar uma nova ignição e fazer com que o incêndio volte a se espalhar.

Área deve permanecer em monitoramento

Com o controle das chamas, a orientação do Corpo de Bombeiros Militar é para que os colaboradores das propriedades mantenham o monitoramento contínuo do local.

A recomendação é especialmente importante nas áreas de serra, onde o acesso das equipes é mais complicado e onde podem permanecer brasas sob a vegetação ou em outros pontos que não são facilmente identificados.

O acompanhamento após o controle do incêndio é uma etapa importante para reduzir o risco de reignição.

Por isso, mesmo com o fogo controlado, a situação exige atenção dos responsáveis pelas propriedades, principalmente diante da possibilidade de novos focos surgirem a partir de brasas remanescentes.

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