Embrapa apresenta diretrizes para o futuro da agricultura sustentável no Brasil

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Para os autores, o conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário Economia do agro

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) oficializou, nesta semana, um conjunto de recomendações voltadas ao desenvolvimento de políticas públicas para o setor agrícola. O material serve como um guia estratégico para candidatos que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas próximas eleições de outubro, oferecendo uma base técnica para a formulação de planos de governo e propostas legislativas.

O documento, intitulado Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação, defende a necessidade de investimentos contínuos em ciência e tecnologia. Segundo a instituição, o fortalecimento dessas áreas é o caminho para garantir a inclusão socioprodutiva e a estabilidade do campo diante dos desafios globais contemporâneos.

Impacto econômico e relevância do agronegócio

O agronegócio brasileiro consolidou-se como um pilar fundamental da economia nacional. Dados da Embrapa indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor atingiu a marca de R$ 3,2 trilhões em 2025, o que corresponde a 25% de toda a riqueza produzida no país. Além da força financeira, o setor desempenha um papel social relevante ao sustentar 28,4 milhões de postos de trabalho.

A balança comercial também reflete essa importância, com exportações que somaram US$ 169,2 bilhões no ano anterior, representando quase metade de tudo o que o Brasil comercializou com o mercado externo. A instituição ressalta que cada real investido em suas pesquisas gera um retorno de R$ 27,12 para a sociedade, evidenciando a eficiência do fomento à inovação tecnológica.

Pilares para a sustentabilidade e resiliência

Para enfrentar as incertezas climáticas e geopolíticas, a Embrapa estabeleceu seis eixos prioritários. Entre eles, destacam-se a segurança alimentar, a transição energética e a adoção de práticas de baixa emissão de carbono. A empresa alerta que a falta de investimentos em pesquisa pode aumentar a dependência de insumos importados e deixar o país mais exposto a choques externos.

A transição para uma economia de baixo carbono é vista como uma oportunidade de liderança global. Ao investir em bioenergia, biogás e bioinsumos, o Brasil pode diversificar sua matriz energética e agregar valor aos produtos agropecuários. O documento reforça que a conservação ambiental e a competitividade econômica devem caminhar juntas para assegurar o desenvolvimento territorial.

Conectividade e transformação digital no campo

A modernização da produção agrícola passa obrigatoriamente pela tecnologia. A Embrapa aponta que a transformação digital, por meio de ferramentas como inteligência artificial, automação e agricultura de precisão, está redefinindo os padrões globais de produtividade. Para que o Brasil acompanhe essa evolução, a ampliação da conectividade rural é tratada como uma condição essencial.

O Ipea estima que a inação frente às mudanças climáticas pode gerar um custo de R$ 17,1 trilhões à economia brasileira até 2050. Diante desse cenário, a Embrapa reforça que o papel do Poder Executivo é consolidar estratégias de longo prazo, enquanto o Legislativo deve focar na criação de um ambiente regulatório e orçamentário estável, capaz de atrair investimentos e garantir a previsibilidade necessária para o setor.

Para mais detalhes sobre as propostas, acesse o documento completo no portal oficial da Embrapa.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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