Polícia Civil desarticula esquema de fraude envolvendo falsa quitação de dívidas em Goiás

4 Min de leitura

Uma operação da Polícia Civil de Goiás resultou na prisão de uma advogada e de uma mulher que se passava por profissional da área. Ambas são suspeitas de liderar um esquema de estelionato conhecido como o golpe da falsa quitação de dívidas, que visava clientes interessados em revisar financiamentos de veículos. A ação policial, denominada Operação Quitação Falsa, busca desmantelar a estrutura criminosa que operava no estado.

Segundo as autoridades, o esquema utilizava artifícios para transmitir credibilidade às vítimas. A suspeita identificada como Keythlyn Evelyn Teixeira de Lima utilizava o token de uma profissional habilitada e cartões com símbolos da Justiça para induzir os clientes ao erro. A outra investigada, Patrícia de Oliveira Santos, possui registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO).

Modus operandi e prejuízos causados às vítimas

A dinâmica do golpe consistia em oferecer serviços de revisão contratual para financiamentos de veículos. Após atrair os interessados, as suspeitas informavam falsamente que o banco teria liberado uma oferta especial para a quitação total do débito. As vítimas realizavam depósitos nas contas das investigadas, acreditando que o valor seria repassado à instituição financeira.

Na realidade, o pagamento nunca chegava aos bancos, deixando os clientes com a dívida ativa e sob risco de busca e apreensão dos automóveis. O delegado Henrique Berocan, responsável pelo caso, confirmou que os boletos apresentados eram inexistentes. Até o momento, a polícia identificou prejuízos que somam R$ 60 mil, divididos entre duas vítimas principais, embora o número de lesados possa crescer no decorrer das apurações.

Desdobramentos da operação e análise de provas

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam diversos documentos, dispositivos eletrônicos e anotações que detalham a movimentação financeira do grupo. A análise desse material é considerada fundamental para identificar outros possíveis envolvidos e mapear a extensão total da fraude, que segundo a polícia, ocorre desde 2020.

A defesa de Keythlyn Evelyn Teixeira de Lima declarou que ela atua apenas como funcionária e não possui gerência sobre o escritório. Já os advogados de Patrícia de Oliveira Santos sustentam que os fatos citados referem-se estritamente a questões processuais. A OAB-GO informou que acompanha o caso por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas para garantir o cumprimento da lei e que o Tribunal de Ética e Disciplina já foi notificado.

Orientações da autoridade policial

A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que tenha contratado serviços das investigadas procure uma delegacia para registrar a ocorrência. É fundamental que os clientes entrem em contato diretamente com suas instituições financeiras para verificar a real situação de seus contratos e confirmar se houve a quitação de qualquer débito, evitando surpresas com cobranças indevidas ou perda de bens.

Leia Também

Compartilhar