Vereador Ralson propõe ações educativas sobre HIV e AIDS em Goianésia

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Requerimento pede campanhas permanentes de conscientização

A Câmara Municipal aprovou por unanimidade o Requerimento nº 086/2026, de autoria do vereador Ralson Coelho, que solicita a realização de estudos técnicos e o desenvolvimento de ações educativas de conscientização sobre HIV e AIDS no município de Goianésia.

O pedido foi encaminhado ao prefeito Renato Menezes de Castro e à secretária municipal de saúde Marina Batista de Oliveira Mendes. A proposta tem como objetivo fortalecer políticas de informação, prevenção e combate ao preconceito relacionado à doença.

Segundo o texto apresentado, a iniciativa reconhece que a AIDS ainda representa um relevante problema de saúde pública, tornando essencial o investimento contínuo em campanhas educativas voltadas à população.

Foco na prevenção e diagnóstico precoce

O requerimento destaca a importância de orientar a comunidade sobre as formas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. A proposta prevê estudos técnicos que possam embasar estratégias mais eficazes, considerando dados epidemiológicos e a realidade local.

Entre as possíveis ações estão campanhas informativas, palestras em escolas, unidades de saúde e espaços públicos, além da ampliação da divulgação sobre testagem rápida e gratuita disponível na rede pública.

A conscientização contínua é apontada como ferramenta fundamental para reduzir novas infecções e garantir que pessoas vivendo com HIV tenham acesso ao acompanhamento adequado.

Entenda a diferença entre HIV e AIDS

O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus que ataca o sistema imunológico, enfraquecendo as defesas do organismo. Já a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, quando o sistema imunológico está significativamente comprometido.

Uma pessoa pode viver com HIV por muitos anos sem desenvolver AIDS, especialmente quando realiza o tratamento adequado.

Formas de transmissão

O HIV é transmitido por meio de:

  • Relações sexuais sem preservativo (vaginal, anal ou oral com risco de exposição);

  • Compartilhamento de agulhas ou objetos perfurocortantes contaminados;

  • Transfusão de sangue contaminado (situação atualmente rara devido ao controle rigoroso);

  • Da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, quando não há acompanhamento médico.

O vírus não é transmitido por abraço, beijo social, aperto de mão, compartilhamento de talheres ou convivência no mesmo ambiente.

Tratamento e qualidade de vida

Atualmente, o tratamento é feito por meio da terapia antirretroviral, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando iniciado precocemente e seguido corretamente, o tratamento permite que a pessoa viva com qualidade e reduza drasticamente o risco de transmissão.

Com acompanhamento médico adequado, é possível atingir carga viral indetectável — o que significa que o vírus fica em níveis tão baixos no organismo que não é transmitido por via sexual.

Combate ao preconceito e fortalecimento da informação

Outro ponto enfatizado pelo vereador é o enfrentamento ao estigma e ao preconceito ainda associados ao HIV e à AIDS. A informação correta é considerada essencial para quebrar mitos, promover inclusão e incentivar a busca por diagnóstico e tratamento sem medo de discriminação.

Campanhas educativas permanentes podem contribuir para ampliar o conhecimento sobre as formas de transmissão, reforçando que o convívio social não oferece risco quando não há exposição às formas específicas de contágio.

A proposta também reforça a importância da atuação integrada entre escolas, unidades básicas de saúde e demais órgãos municipais na disseminação de informações confiáveis.

Requerimento foi aprovado por unanimidade

O Requerimento nº 086/2026 foi aprovado por todos os vereadores durante sessão plenária. Agora, caberá ao Poder Executivo analisar a viabilidade técnica e orçamentária para implementação das medidas sugeridas.

A expectativa é que, a partir dos estudos técnicos solicitados, o município possa estruturar campanhas permanentes e ampliar o acesso à informação sobre HIV e AIDS.

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