O que é ansiedade: sintomas, tipos e o que acontece no seu corpo

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A ansiedade é uma das experiências humanas mais comuns e, ao mesmo tempo, uma das mais mal compreendidas. Quase todo mundo já sentiu o coração acelerar antes de uma apresentação importante, aquela sensação de estômago apertado diante de uma decisão difícil ou pensamentos que não param na hora de dormir. Em muitos casos, isso é completamente normal. O problema começa quando essa resposta deixa de ser proporcional à situação e passa a interferir nas atividades do dia a dia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos de ansiedade afetam cerca de 264 milhões de pessoas no mundo. O Brasil, por sua vez, é o país com maior prevalência de ansiedade entre a população adulta da América Latina. Esses números mostram que entender o que é a ansiedade, como ela se manifesta e o que a diferencia de uma preocupação passageira é mais importante do que parece.

A diferença entre ansiedade normal e transtorno de ansiedade

A ansiedade, em sua forma mais básica, é uma resposta de sobrevivência. Ela existe para nos preparar diante de ameaças reais, ativando o sistema nervoso de forma que o corpo fique pronto para agir. Esse mecanismo é conhecido como resposta de luta ou fuga e foi essencial para a sobrevivência humana ao longo de milênios. O problema é que o cérebro moderno nem sempre distingue bem entre uma ameaça física concreta e uma situação de pressão social ou profissional.

A ansiedade se torna um transtorno quando a intensidade da resposta é desproporcional ao estímulo, quando ela persiste mesmo após a situação ser resolvida, ou quando passa a limitar a vida da pessoa. Um diagnóstico de transtorno de ansiedade não significa fraqueza nem exagero: significa que o sistema de alarme interno está calibrado de forma incorreta, gerando sofrimento real e mensurável.

Sintomas de ansiedade: o que acontece no corpo e na mente

Os sintomas de ansiedade se dividem em duas categorias principais: físicos e psicológicos. Essa divisão é útil para entender por que muitas pessoas chegam ao médico queixando-se de problemas físicos que, na verdade, têm origem emocional. Dores de cabeça frequentes, tensão muscular, problemas digestivos e fadiga crônica são alguns dos sinais físicos mais relatados por pessoas ansiosas.

Sintomas físicos

Do ponto de vista físico, a ansiedade pode se manifestar como palpitações, sensação de falta de ar, tensão nos ombros e pescoço, tremores, suor excessivo, boca seca e distúrbios do sono. Em episódios mais intensos, como nas crises de pânico, a pessoa pode sentir formigamento nas extremidades, tontura e uma sensação intensa de que algo muito ruim está prestes a acontecer. Esses sintomas são reais e causados por alterações fisiológicas concretas, como a liberação de adrenalina e cortisol.

Sintomas psicológicos

No campo psicológico, os sintomas incluem preocupação excessiva e difícil de controlar, dificuldade de concentração, irritabilidade, sensação de vazio ou desconforto sem causa aparente, medo de perder o controle e ruminação constante de pensamentos negativos. Um sinal importante é quando a preocupação se volta para situações hipotéticas: a pessoa passa horas antecipando problemas que provavelmente nunca vão acontecer, sem conseguir interromper esse ciclo.

Principais tipos de transtorno de ansiedade

O termo ansiedade é muitas vezes usado de forma genérica, mas do ponto de vista clínico existem diferentes tipos de transtornos, cada um com características específicas. Conhecê-los ajuda a identificar o que está acontecendo e a buscar o suporte adequado.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): caracterizado por preocupação persistente e excessiva com múltiplos aspectos da vida, como trabalho, saúde, família e finanças, sem que haja uma causa única identificável. A preocupação é difícil de controlar e acompanha sintomas físicos como tensão muscular e fadiga.

Transtorno do Pânico: marcado por episódios recorrentes e inesperados de pânico intenso, acompanhados de sintomas físicos agudos. Após uma crise, é comum que a pessoa desenvolva medo de ter novas crises, o que pode levar ao isolamento e à evitação de situações específicas.

Fobia social ou transtorno de ansiedade social: envolve medo intenso de situações em que a pessoa pode ser avaliada, julgada ou humilhada por outras pessoas. Vai muito além da timidez comum e pode impedir a pessoa de participar de atividades sociais, profissionais e educacionais.

Fobias específicas: medo desproporcional e persistente de objetos ou situações específicas, como altura, animais, sangue ou voar de avião. A pessoa geralmente reconhece que o medo é exagerado, mas não consegue controlá-lo.

O que causa a ansiedade

Não existe uma causa única para os transtornos de ansiedade. A maioria dos especialistas entende que eles resultam de uma combinação de fatores genéticos, neurobiológicos, psicológicos e ambientais. Pessoas com histórico familiar de ansiedade têm maior predisposição, mas isso não significa que vão necessariamente desenvolver o transtorno.

Do ponto de vista neurobiológico, desequilíbrios em neurotransmissores como a serotonina, a noradrenalina e o GABA estão frequentemente associados aos transtornos de ansiedade. Eventos traumáticos, estresse crônico, mudanças de vida significativas e até o uso de certas substâncias também podem atuar como gatilhos ou fatores de manutenção do problema.

De modo geral, a ansiedade é causada principalmente por problemas emocionais desenvolvidos no decorrer da vida de uma pessoa. Neste contexto, a Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) tem demonstrado eficácia significativa em seu tratamento, usando abordagem terapêutica, promove o reprocessamento de experiências traumáticas e o desbloqueio de padrões emocionais que perpetuam o sofrimento psíquico. Por meio de técnicas que acessam memórias implícitas e promovem a integração cognitiva e emocional, a TRG auxilia na redução de sintomas de tristeza profunda, desesperança e ansiedade crônica.

Ansiedade tem tratamento

Uma das perguntas mais buscadas sobre o tema é se a ansiedade tem cura. A resposta mais precisa é que os transtornos de ansiedade têm tratamento eficaz, e a maioria das pessoas apresenta melhora significativa com a abordagem adequada. O tratamento geralmente combina psicoterapia, com destaque para a terapia cognitivo-comportamental (TCC), e, quando necessário, medicação prescrita por um psiquiatra.

Além do tratamento formal, há mudanças de estilo de vida que contribuem de forma relevante para a redução dos sintomas: prática regular de atividade física, sono de qualidade, alimentação equilibrada, redução do consumo de cafeína e álcool, e técnicas de regulação emocional como a meditação e a respiração diafragmática. Esses recursos não substituem o acompanhamento profissional, mas funcionam bem como complemento.

Por que entender a ansiedade importa

Reconhecer os sinais da ansiedade e compreender o que acontece no corpo e na mente é o primeiro passo para buscar ajuda e retomar a qualidade de vida. Muitas pessoas convivem por anos com um sofrimento que poderia ser tratado, simplesmente porque não identificam o problema ou por causa do estigma que ainda existe em torno da saúde mental.

Se você se identificou com algum dos sintomas descritos aqui, vale conversar com um profissional de saúde. Um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a entender o que está acontecendo, fazer um diagnóstico adequado e indicar o caminho mais eficaz para o seu caso. Ansiedade é tratável, e pedir ajuda é um ato de autocuidado, não de fraqueza.

Profissional indicado para tratar ansiedade

Se você está em busca de acompanhamento especializado, o terapeuta João Dener é um profissional capacitado em TRG (Terapia de Reprocessamento Generativo) para o tratamento de ansiedade. Ele realiza atendimentos presenciais em Goianésia, e também oferece sessões on-line para quem prefere a comodidade de ser atendido de casa.

Para agendar uma consulta ou tirar dúvidas, o contato pode ser feito diretamente pelo telefone (62) 9 9900-1979.

Perguntas frequentes sobre ansiedade

Ansiedade é uma doença?

Sim, quando se manifesta de forma persistente e desproporcional, a ansiedade é classificada como um transtorno mental reconhecido pelo CID-11 e pelo DSM-5. Isso significa que tem critérios diagnósticos definidos e tratamento baseado em evidências. Sentir ansiedade pontualmente diante de situações desafiadoras é normal; o transtorno ocorre quando a resposta ansiosa passa a ser frequente, intensa e limitante.

Qual a diferença entre ansiedade e estresse?

O estresse geralmente tem uma causa identificável e tende a diminuir quando essa causa é removida. A ansiedade, por outro lado, costuma persistir mesmo sem um gatilho claro ou após a situação estressante ser resolvida. Outra diferença importante é que a ansiedade frequentemente envolve antecipação de ameaças futuras, enquanto o estresse está mais relacionado a demandas e pressões presentes.

Ansiedade pode causar sintomas físicos?

Sim, e esse é um dos pontos que mais gera confusão. A ansiedade ativa o sistema nervoso autônomo, o que provoca alterações reais e mensuráveis no corpo: aumento da frequência cardíaca, tensão muscular, alterações na respiração, problemas digestivos e distúrbios do sono. Muitas pessoas chegam ao pronto-socorro com sintomas físicos intensos e só descobrem depois que a origem era um episódio de ansiedade ou pânico.

Criança pode ter ansiedade?

Sim. Os transtornos de ansiedade podem se manifestar em qualquer idade, inclusive na infância. Em crianças, os sinais podem ser diferentes dos observados em adultos: recusa em ir à escola, queixas físicas sem causa médica aparente, choro frequente, dificuldade de separação dos pais e irritabilidade. O diagnóstico e o acompanhamento precoce fazem diferença significativa no desenvolvimento e na qualidade de vida.

É possível controlar a ansiedade sem medicação?

Em muitos casos, sim. A Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) vem sendo considerada atualmente o tratamento de primeira linha para vários transtornos de ansiedade e pode ser altamente eficaz sem o uso de medicamentos. Técnicas de regulação emocional, mudanças de estilo de vida e práticas de atenção plena também contribuem de forma relevante. A decisão sobre usar ou não medicação deve ser individualizada e tomada em conjunto com um profissional de saúde, levando em conta a intensidade dos sintomas e o impacto na vida da pessoa.

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