6 práticas semanais para manter o fluxo de caixa da empresa saudável



O descontrole de caixa é um dos principais fantasmas de um negócio. Dados do Sebrae mostram que 48% das micro e pequenas empresas deixam de atuar por conta desse problema e, também, pela falta de planejamento financeiro. Conforme uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60% dos empreendedores fecham as portas antes dos cinco anos de funcionamento.

Guilherme Coletto, especialista contábil do Grupo Villela, explica que um dos vícios de empreendedores que não conseguem manter uma empresa saudável é a falta de planejamento. “Muitos desses gestores possuem boas ideias, porém sem ter um planejamento adequado. É preciso definir metas claras, ter um diagnóstico realista do mercado, porque, caso contrário, o risco de falhas financeiras aumenta”, alerta.

Mais do que abrir uma empresa, o micro e pequeno empreendedor precisa pensar no longo prazo e manter atenção constante à gestão financeira. “Em dois ou três anos, é fundamental olhar para trás e ter confiança no modelo de gestão que escolheu seguir. Criar rotinas sólidas para manter a parte financeira organizada e saudável é o pulmão do negócio. Quando isso não está estruturado, e o empreendedor deixa de buscar apoio especializado quando necessário, compromete a sobrevivência da própria empresa”, destaca.

Por isso, Guilherme Coletto mostra 6 práticas semanais para manter o fluxo de caixa da empresa saudável. Confira!

1. Simular situações empresariais

Micro e pequenas empresas podem sofrer um baque ao lidarem com eventos não previstos, mas que fazem parte do ramo de negócios. Simule situações de queda do seu produto, de baixa demanda, e certifique-se de ter conhecimento de outros locais para adquirir mercadoria, caso a fonte de reposição esteja com escassez. Estar preparado para as adversidades é importante para não terminar com perrengues nos negócios.

2. Ver o que está em alta no ramo em que atua

Um empresário que não está atento ao que vende perde oportunidades. Procure sempre se atentar às novidades do ramo em que a marca atua e estude o que as pessoas estão produzindo e criando na área de atuação. Não é sobre comprar qualquer tecnologia interessante que apareça, e sim estar bem preparado para distinguir as boas e as más práticas do mercado.

3. Diferenciar o que é seu e o que é da empresa

Não entender que a marca que você gerencia precisa se “desprender” de você é um caminho sem volta para a falência. É preciso internalizar que a empresa é um ente à parte e todo lucro vindo dela é, inicialmente, para ela. Caso tudo esteja quitado e ainda sobre algum dinheiro em caixa, esse, sim, é direcionado ao dono.

Uma boa gestão se constrói observando o caminho percorrido e ajustando o rumo sempre que necessário (Imagem: fizkes | Shutterstock)

4. Revisar os passos da sua empresa

Uma boa gestão de fluxo é feita com análise do que foi acertado e errado. Se importe em entender os caminhos que seu negócio fez durante a semana para continuar com o que deu certo e, principalmente, redirecionar o que se fez errado.

5. Fazer a gestão contínua das entradas e saídas de recursos financeiros

Um ponto-chave para não se ver surpreendido no negócio é saber o que entra e o que sai, financeiramente, na empresa. Anote todas as entradas e saídas, organize uma planilha ou relatório sobre os produtos da empresa (principalmente os essenciais) e se programe, sempre, para saber o quanto de recursos o empreendimento possui em caixa.

6. Conhecer profundamente seu produto, seu cliente e as oscilações do seu mercado

Um dos pilares da boa gestão financeira é compreender o comportamento do próprio negócio e do público que o sustenta. Cada produto ou serviço tem sazonalidades específicas — seja por períodos de alta demanda, mudanças de preço de insumos ou variações de consumo do cliente.

Empresas que monitoram esses movimentos conseguem antecipar quedas no faturamento e planejar ações preventivas, como promoções, renegociação com fornecedores ou reforço em campanhas de venda — essa rotina oferece previsibilidade e permite ajustar o caixa antes que as oscilações se tornem um problema.

Por Victor Santos





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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