6 mitos e verdades sobre o uso do Feng Shui na arquitetura

O Feng Shui é uma prática milenar chinesa que busca promover a harmonia entre as pessoas e os ambientes em que vivem, influenciando diretamente a qualidade de vida. Quando aplicado à arquitetura, orienta decisões como a disposição dos cômodos, a entrada de luz natural, a ventilação e o uso de formas e materiais, sempre visando favorecer o fluxo equilibrado de energia.

As arquitetas Belisa Mitsuse (Bel) e Estefânia Gamez (Tef), sócias do BTliê Arquitetura, defendem que o Feng Shui é uma ferramenta de projeto tão relevante quanto qualquer um dos outros pilares técnicos da arquitetura. “Trabalhamos com o espaço como um campo de influência. A forma como ele é organizado pode favorecer ou dificultar aspectos como bem-estar, produtividade e relacionamentos”, explica Bel.

A seguir, as arquitetas esclarecem alguns dos principais mitos e verdades sobre o uso do Feng Shui na arquitetura. Confira! 

1. Feng Shui é misticismo ou religião

Mito. Apesar de ser frequentemente confundido com práticas esotéricas, o Feng Shui não tem qualquer vínculo religioso. “É uma técnica milenar baseada em observação da natureza, fluxos de energia, ventilação, luz e posicionamento”, afirma Tef. O objetivo é promover equilíbrio entre as pessoas e os espaços que elas habitam.

2. Feng Shui pode melhorar a qualidade do sono, da concentração e dos relacionamentos

Verdade. A organização dos ambientes influencia diretamente a rotina e o comportamento. “Uma cama posicionada sem visão da porta, por exemplo, pode gerar insegurança e interferir no descanso”, afirma Tef. O mesmo vale para mesas de trabalho desalinhadas ou cozinhas que não favorecem a circulação.

3. É preciso usar objetos específicos como espelhos, cristais ou fontes

Mito. Bel e Tef explicam que o Feng Shui não depende de objetos decorativos prontos. “Trabalhamos com posicionamento, layout, materiais, proporções e elementos da natureza. Esses itens são apenas complementos quando fazem sentido dentro do contexto do projeto”, diz Belisa Mitsuse.

Usar materiais que fazem referência aos elementos da natureza deixa os ambientes mais harmônicos (Imagem: Followtheflow | Shutterstock)

4. Os cinco elementos da natureza são base do equilíbrio nos espaços

Verdade. Madeira, fogo, terra, metal e água são os cinco elementos usados para equilibrar a energia nos ambientes. “Usamos materiais, formas, cores e texturas associadas a esses elementos para criar ambientes mais harmônicos e funcionais”, explica Bel. A escolha deve respeitar tanto o uso do espaço quanto a personalidade dos moradores.

5. Só funciona em ambientes residenciais

Mito. A técnica é amplamente aplicável a escritórios, comércios, consultórios e até hospitais. “Já desenvolvemos projetos em empresas que queriam melhorar a fluidez das equipes, aumentar a lucratividade, atrair mais clientes, reforçar o senso de liderança…”, conta Estefânia Gamez. Segundo as arquitetas, cada função do espaço pode se beneficiar da aplicação consciente dos princípios do Feng Shui.

6. Pode ser integrado a qualquer estilo de projeto, do clássico ao contemporâneo

Verdade. Segundo as especialistas, o Feng Shui é uma metodologia que se adapta ao estilo do cliente. “Não existe uma estética obrigatória. A técnica está no raciocínio do projeto, e não na aparência final. É possível fazer um loft urbano ou uma casa de campo aplicando os mesmos princípios”, finaliza Estefânia Gamez. 

Por Paula de Paula

Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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