Celebrado em 10 de junho, o Dia da Língua Portuguesa é uma oportunidade para refletir sobre a riqueza e a importância do idioma que une quase 300 milhões de falantes no mundo. No entanto, mesmo com sua vasta tradição, o português enfrenta desafios diários, especialmente no que diz respeito aos vícios de linguagem, aquelas expressões ou repetições que podem comprometer a clareza e o impacto da comunicação.
Para Silvia Torreglossa, professora do curso de Pedagogia e Comunicação da Faculdade Anhanguera, os vícios de linguagem podem ser um problema quando se tornam rotina e prejudicam a compreensão ou transmitem uma imagem de descuido. “Vícios como o pleonasmo vicioso, o uso excessivo de clichês ou gírias, cacofonia, ambiguidade podem tornar uma mensagem confusa ou cansativa”, explica.
Ela destaca que, apesar de comuns, os vícios de linguagem precisam ser identificados e trabalhados para garantir uma comunicação mais eficiente, seja em textos acadêmicos, profissionais ou no cotidiano. “Dominar a língua é também saber reconhecer e evitar os equívocos que enfraquecem o discurso”, afirma.
Entre os vícios de linguagem mais frequentes, estão:
Silvia Torreglossa lembra ainda que o conhecimento sobre a língua deve ser aliado à flexibilidade, já que a linguagem é viva e passa por constantes transformações. “Saber quando e como usar expressões de forma adequada faz toda a diferença para uma comunicação clara e eficiente, respeitando as normas e o contexto”, destaca.
Abaixo, a professora lista algumas dicas para evitar os vícios de linguagem. Confira!
Frases como “entrar para dentro” já trazem a ideia implícita, não precisa reforçar.
Expressões muito usadas perdem força e originalidade, aposte em linguagem simples e direta.
Prefira “farei” ao invés de “vou estar fazendo”, para deixar o texto mais enxuto e objetivo.
Reveja suas frases para garantir que não podem ser interpretadas de formas diferentes.
Existem contextos em que o uso é aceitável. Contudo, em produções formais, como uma redação, as gírias devem ser utilizadas apenas quando estiverem justificadas pelo contexto.
Às vezes a junção de palavras gera sons desconfortáveis, prejudicando a fluidez da fala ou da escrita.
“Dominar a língua não se resume à memorização de regras gramaticais, mas envolve compreender seu uso adequado, de modo que o fenômeno da comunicação aconteça de forma clara e eficiente, ou seja, que a mensagem seja compreendida, sempre respeitando o contexto”, conclui Silvia Torreglossa.
Por Bianca Lodi Rieg
Fonte: Portal EdiCase
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