A Semana de Moda de Milão primavera/verão 2026, realizada entre 22 e 29 de setembro, trouxe de volta o protagonismo criativo da capital italiana. Entre estreias aguardadas, como a primeira coleção de Louise Trotter na Bottega Veneta e a reinvenção de clássicos em marcas como Prada, Dolce & Gabbana e Gucci, as passarelas apontaram para um equilíbrio entre tradição artesanal e ousadia futurista.
Para a especialista em moda de luxo Carol Carraro, que acompanhou de perto os desfiles da Prada e da Bottega, Milão mostrou que a moda feminina está vivendo um momento de contradições interessantes. “Ao mesmo tempo em que resgata técnicas tradicionais, aposta em glamour, transparência e cores vibrantes. Esse diálogo entre o passado e o futuro é o que torna essas tendências tão universais e adaptáveis ao Brasil”, aponta.
As passarelas de Milão reforçaram um movimento de complementaridade: do artesanal ao futurista, do minimalismo ao glamour. Para Carol Carraro, o mais interessante é que essas tendências não se excluem. “Elas convivem e se adaptam, o que permite ao Brasil reinterpretá-las com criatividade, leveza e a energia que sempre marcam nossa moda”, reforça.
A seguir, confira 5 tendências da Semana de Moda de Milão para o dia a dia!
Louise Trotter estreou na Bottega Veneta com uma coleção que exibia franjas feitas de fibras recicladas e o intrecciato — trama de couro símbolo da grife — aplicado em golas, lapelas e lenços. Outras marcas também investiram em franjas inesperadas em barras de saias e camisas.
“O artesanal de Milão dialoga muito com a cultura brasileira, que já valoriza trabalhos manuais e a sustentabilidade. As franjas e tramas modernas devem encontrar terreno fértil no nosso verão”, diz Carol Carraro.
O power dressing dos anos 80 voltou repaginado em blazers oversized, casacos estruturados e camadas elegantes. Na Bottega Veneta, paletós de abotoamento duplo e ombros exagerados roubaram a cena. “A alfaiataria virou protagonista de novo, mas com um frescor contemporâneo. No Brasil, veremos essa tendência traduzida em peças de escritório mais ousadas e em looks casuais que carregam autoridade fashion”, observa Carol Carraro.
Se o minimalismo dominou temporadas recentes, Milão celebrou o oposto: paetês, metalizados e um clima de festa. Gucci apostou em minissaias e casacos de pele fake reluzentes; Versace apresentou conjuntos metálicos ousados; e Dolce & Gabbana levou lingerie cravejada de strass às passarelas. “O Brasil tem uma relação natural com o brilho, seja no Carnaval ou na moda festa. Esse revival glamouroso vai iluminar nossas coleções nacionais”, afirma a especialista.
Tecidos translúcidos, bustiês aparentes e sobreposições leves deram o tom sensual e sofisticado em diversas coleções. Prada trouxe bustiês recortados, enquanto Dolce & Gabbana apostou em corsets brilhantes.
“A lingerie à mostra já aparece em festas e moda praia brasileiras. A diferença agora é o requinte com que essa tendência foi apresentada em Milão, o que abre espaço para looks urbanos e sofisticados por aqui”, explica Carol Carraro.
Entre os tons sóbrios, as cores doces e intensas dominaram Milão: rosa chiclete, verde menta, laranja vivo e, sobretudo, o amarelo em múltiplas variações. Prada trouxe saias balonê em cores “candy”, enquanto outras grifes apostaram no colorblocking.
“O Brasil sempre abraça cores vibrantes, e a temporada milanesa só reforça essa vocação. Devemos ver vitrines cheias de alfaiataria em tons pasteis e vestidos neon nas próximas estações”, avalia Carol Carraro.
Por Juliana Possas
Fonte: Portal EdiCase
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