5 dicas para incorporar a biofilia na decoração



A casa deixou de ser apenas um espaço funcional e se tornou um refúgio emocional, especialmente em um período em que o bem-estar passou a ser prioridade no estilo de vida contemporâneo. Muito além da estética, os projetos de interiores incorporam conceitos que influenciam diretamente o equilíbrio físico e mental dos moradores — entre eles, dois se destacam: a aplicação do design biofílico e a escolha de móveis claros.

O design biofílico, que promove a reconexão entre pessoas e natureza por meio de materiais, formas, texturas e elementos naturais nos ambientes, se consolida como uma das formas mais eficazes de criar atmosferas acolhedoras e emocionalmente restauradoras.

Paralelamente, a escolha de tons suaves e linhas orgânicas contribui para ampliar visualmente os espaços, favorecer a fluidez e despertar sensações de calma, segurança e pertencimento. Ambientes que seguem esses princípios tendem a reduzir o estresse, aumentar a sensação de conforto e elevar a qualidade da experiência em casa — mesmo em apartamentos compactos.

Para a arquiteta Luciana Patriarcha, especializada em psicoarquitetura, projetar um lar é também cuidar da saúde emocional das pessoas que vivem ali. “A arquitetura precisa tocar, envolver e acolher. Quando escolhemos materiais naturais, luz suave, móveis claros e formas orgânicas, estamos criando um espaço que conversa com os sentidos e favorece o bem-estar de forma integral”, afirma.

A seguir, a arquiteta compartilha 5 estratégias práticas para transformar qualquer espaço em um ambiente mais leve, funcional e conectado com a natureza e com quem vive nele. Confira!

1. Aposte em formas orgânicas para gerar fluidez

As formas orgânicas trazem a sensação de calma. “Curvas suaves, traços naturais e móveis com bordas arredondadas ativam áreas cerebrais ligadas à calma e ao prazer. Formas orgânicas remetem à natureza e criam um fluxo visual que convida ao relaxamento. Ao contrário de linhas retas e ângulos duros, elas ajudam a tornar os ambientes mais fluidos e menos tensos”, explica Luciana Patriarcha.

2. Invista em móveis claros para ampliar e equilibrar

Os móveis claros e em madeira promovem o equilíbrio sensorial. “Tons claros nos móveis e na base da decoração promovem uma sensação de amplitude e leveza. Quando combinados com elementos em madeira, criam um equilíbrio sensorial entre serenidade e acolhimento. A madeira é um elemento biofílico por excelência. Ela remete à natureza, aquece os espaços e gera uma conexão emocional com o ambiente”, diz a arquiteta.

A biofilia na decoração pode ser representada com plantas e móveis em madeira (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

3. Traga a natureza para dentro com elementos biofílicos

O design biofílico pode ser representado de diversas formas. “A biofilia pode (e deve) ser aplicada na decoração de forma acessível e criativa. Use plantas adequadas à iluminação dos ambientes, materiais como pedras, conchas, fibras naturais e prefira texturas que evoquem a natureza. Isso contribui diretamente para o equilíbrio emocional dos moradores. Até mesmo aromas e sons naturais podem ser aliados nesse processo”.

4. Use a luz a seu favor

A iluminação é fundamental na hora de decorar. “A iluminação é uma das ferramentas mais poderosas para transformar um espaço. Cortinas leves, cores claras nas paredes e o uso estratégico de espelhos ajudam a potencializar a luz natural e ampliar visualmente o ambiente. A luz natural desperta a vitalidade. Já a iluminação indireta e suave, como as fitas de LED em nichos e prateleiras, contribui para criar uma atmosfera mais calma e agradável”, afirma.

5. Integre ambientes com intenção

Os espaços devem ser integrados com propósito. “A integração entre os cômodos, quando bem planejada, gera fluidez na circulação e no olhar, além de valorizar todos os metros quadrados disponíveis. A ideia é pensar cada ambiente com empatia e propósito, respeitando o estilo de vida dos moradores e criando espaços que facilitem o dia a dia. É possível unir estética, funcionalidade e afeto em cada escolha”, completa Luciana Patriarcha.





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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