5 curiosidades sobre o trigo e formas saudáveis de consumi-lo



O trigo é um cereal amplamente cultivado e consumido em todo o mundo, sendo a base de diversos alimentos do dia a dia. Presente no pão do café da manhã e na massa do jantar, ele se destaca por sua versatilidade e valor nutricional.

Cultivado há mais de 10 mil anos, foi um dos primeiros grãos domesticados pela humanidade e teve papel essencial no surgimento das primeiras civilizações, pois permitiu o desenvolvimento da agricultura e da alimentação estável.

No Brasil, o consumo médio de trigo, presente em diversos alimentos do dia a dia, é de aproximadamente 40,6 kg por pessoa, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). Esse índice coloca o país entre os 20 maiores consumidores do grão no mundo.

O professor de nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, Diego Righi, explica que esse alimento é cercado de particularidades nutricionais e comportamentais que passam despercebidas. Abaixo, ele lista quatro curiosidades sobre o consumo do trigo. Confira!

1. Nem todo trigo é igual

O trigo pode ser encontrado em diferentes tipos, como o duro, o mole e o integral. Entre eles, integral é o mais nutritivo, pois mantém a casca e o gérmen do grão, que são ricos em fibras, vitaminas e minerais. A farinha de trigo branca, por outro lado, perde boa parte desses nutrientes durante o processo de refino e, mesmo quando enriquecida com ferro e ácido fólico, ainda contêm menos fibras e minerais que a versão integral.

Além disso, pães preparados com fermentação lenta ou natural facilitam a absorção dos nutrientes do trigo integral, tornando essa opção mais completa e saudável dentro de uma alimentação equilibrada.

2. O glúten não é o vilão de todos

O glúten é um conjunto de proteínas (de baixo valor biológico) presentes no trigo, centeio e cevada, responsável por dar elasticidade às massas. Para a maioria das pessoas, ele não traz problemas e pode ser consumido com moderação.

No entanto, deve ser evitado por quem tem doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade não celíaca ao glúten. “Quem tem sensibilidade ou intolerância ao glúten deve optar por alternativas como arroz, milho, quinoa, amaranto, sorgo, teff ou mandioca”, aconselha o nutricionista.

Em alguns casos de síndrome do intestino irritável, os desconfortos estão ligados aos frutanos do trigo, e não ao glúten em si.

O trigo, devido aos carboidratos complexos, ajuda fornecer energia de forma gradual (Imagem: Nitr | Shutterstock)

3. Trigo é sinônimo de energia

O trigo é uma fonte de carboidratos complexos, que fornecem energia de forma gradual e ajudam a manter o corpo ativo. Farinhas e massas feitas com o grão podem ser incluídas na alimentação, preferindo versões com menos fibras antes do treino, para evitar desconforto intestinal, e opções integrais em outras refeições, que auxiliam na saciedade e no controle glicêmico.

4. O segredo está na moderação

Conforme Diego Righi, incluir o trigo na dieta é saudável, desde que em quantidades equilibradas e preferindo sempre as versões integrais, que saciam mais e fazem bem ao intestino. Ele explica que, para aproveitar os benefícios do trigo, o ideal é variar as fontes de carboidrato ao longo da semana para garantir uma maior quantidade de micronutrientes como vitaminas e minerais.

Além disso, o nutricionista reforça a importância de combinar o alimento com proteínas magras e vegetais. “O ideal é montar o prato com uma parte de carboidrato, uma parte de proteína magra e duas partes de vegetais. Essa combinação favorece a glicemia, saciedade e recuperação”, afirma.

5. Aproveita as preparações caseiras

Segundo Diego Righi, as preparações caseiras, feitas com farinhas integrais, são sempre uma escolha melhor do que produtos ultraprocessados. “Preparações com farinhas integrais tendem a ter menos sódio, açúcar, gorduras de baixa qualidade e aditivos. Em geral, é uma escolha melhor”, explica.

Rico em carboidratos, fibras e proteínas, o alimento é um dos pilares da dieta moderna. “A chave é a moderação. O trigo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, o importante é saber como e quanto consumir”, conclui.

Por Beatriz Felicio





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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