O pequi, conhecido cientificamente como Caryocar brasiliense, é um fruto nativo do cerrado brasileiro, muito valorizado tanto pela culinária regional quanto por seus benefícios nutricionais. Ele cresce principalmente em estados como Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Bahia, sendo considerado um símbolo da cultura alimentar dessas regiões.
Com aroma forte, sabor marcante e coloração amarelada intensa, é amplamente utilizado em pratos típicos como arroz com pequi, galinhada, empadões e farofas, sempre despertando emoções — seja de amor ou estranhamento — entre quem o experimenta.
Mas além de seu uso gastronômico, o pequi vem sendo estudado por suas propriedades medicinais e funcionais. Rico em compostos antioxidantes, vitaminas, ácidos graxos benéficos e fibras, esse fruto pode atuar na prevenção de diversas doenças e na melhora da qualidade de vida.
A seguir, entenda em detalhes os principais benefícios do pequi para a saúde!
O pequi contém altos níveis de vitamina C e compostos antioxidantes, que atuam diretamente na defesa do organismo. Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), da Universidade de São Paulo (USP) e da Food Research Center (FoRC), 100 g de polpa de pequi contém cerca de 8,28 mg de vitamina C, que estimula a produção de glóbulos brancos, responsáveis por combater agentes invasores, como vírus e bactérias.
Os antioxidantes naturais presentes no fruto ajudam a proteger as células imunológicas contra o estresse oxidativo, garantindo um sistema imune mais resistente e eficaz, especialmente em períodos de maior exposição a infecções, como o inverno.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 40% dos adultos no Brasil têm um diagnóstico de colesterol alto, que aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A presença de ácidos graxos monoinsaturados no pequi, como o ácido oleico, ajuda a controlar os níveis de colesterol no sangue.
Esses lipídios “bons” auxiliam na redução do colesterol LDL (ruim) e no aumento do HDL (bom), o que favorece a circulação sanguínea e diminui o risco de formação de placas nas artérias. Além disso, o fruto possui propriedades anti-inflamatórias que atuam na proteção das artérias e no controle da pressão arterial, colaborando com a prevenção de doenças cardiovasculares.
O pequi tem compostos bioativos com ação anti-inflamatória, ajudando no alívio de dores articulares e musculares. Por esse motivo, o óleo extraído do fruto é frequentemente utilizado por atletas para acelerar a recuperação muscular após treinos intensos. Essa propriedade também pode ser benéfica para pessoas com artrite, artrose ou outras condições inflamatórias crônicas, reduzindo o inchaço e melhorando a mobilidade.
No ensaio clínico conduzido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e com a Universidade Regional do Cariri (Urca), investigou-se o potencial do óleo de pequi no tratamento de osteoartrite. O produto foi testado em 50 mulheres com osteoartrite de joelho. Nos testes, foi possível observar uma melhora significativa na dor e na funcionalidade das articulações após o uso do spray de pequi formulado com nanotecnologia.
O pequi é rico em carotenoides (como betacaroteno) e vitamina E, antioxidantes poderosos que protegem as células da pele contra os danos causados pelos radicais livres. Esses compostos retardam o envelhecimento celular, ajudando a prevenir rugas, manchas e perda de elasticidade. Além disso, ajudam na hidratação e nutrição da pele, deixando-a com aspecto mais jovem e saudável.
As fibras presentes no pequi favorecem o funcionamento intestinal, promovendo uma digestão mais eficiente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário recomendado para adultos é de, no mínimo, 25 g de fibras. Elas auxiliam na formação do bolo fecal, facilitando a evacuação e prevenindo a constipação. O consumo do fruto também pode ajudar a manter a flora intestinal equilibrada, o que tem reflexos positivos não apenas no sistema digestivo, mas também na imunidade e até no humor.
O pequi pode ser consumido de diferentes maneiras, mas é importante ter cuidado ao mastigar, pois o caroço é recoberto por espinhos finos que podem machucar a boca. A forma mais tradicional de preparar é cozinhando-o com arroz ou frango. Basta refogar alho, cebola e óleo (muitos preferem o óleo do próprio pequi), adicionar os pedaços do fruto (com casca e tudo), colocar o arroz ou o frango temperado e cobrir com água quente.
Também é possível extrair o óleo do pequi, que pode ser usado para temperar alimentos ou como suplemento. Outra opção é utilizar a polpa em conservas, molhos, refogados e até doces regionais.
Fonte: Portal EdiCase
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