4 curiosidades sobre a elaboração e a correção do Enem



Já é de conhecimento de grande parte da população brasileira que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é aplicado em dois domingos consecutivos e que pode ser a principal porta de entrada para o ensino superior. O que muitos não sabem é que tanto a elaboração quanto a correção da prova possuem características específicas que podem interferir na nota final do aluno.
Ana Cristina Rodrigues de Vasconcellos, psicóloga e pedagoga, comenta que o Enem é uma prova que envolve muito esforço e estudo, mas também muita técnica e desenvoltura. “A elaboração das questões é feita por uma equipe multidisciplinar que busca avaliar não apenas o conhecimento teórico, mas também a capacidade de interpretação e aplicação prática dos conteúdos. Além disso, a correção das provas é realizada de forma criteriosa, utilizando métodos estatísticos e tecnológicos para garantir a precisão e a justiça na avaliação”, explica.

Para a coordenadora do curso de Psicologia do Centro Universitário Anhanguera, entender esses processos pode ajudar os alunos a se prepararem melhor e terem uma visão mais clara do que é esperado deles durante o exame.

Formulação do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), é o responsável pela aplicação e correção do exame, incluindo a definição do conteúdo e da estrutura das provas. A produção é feita em cinco grandes etapas.

A primeira é a seleção de professores e especialistas por meio de um edital. Os selecionados são responsáveis pela elaboração e revisão das questões que, antes de serem definidas como as oficiais das provas, são testadas com uma amostra de estudantes que possuem um perfil semelhante ao público do Enem, sem que eles saibam que estão respondendo possíveis questões do exame.

Após todas as etapas de avaliação e validação, as questões são armazenadas no Banco Nacional de Itens (BNI), um repositório de questões que fica à disposição do Inep para uso futuro. Considerando todos os critérios para elaboração da prova, as questões são selecionadas.

Curiosidades sobre o Enem

Todo o processo de elaboração e correção da prova do Enem é muito sigiloso e rigoroso, visando garantir sua qualidade. Abaixo, 4 curiosidades que podem auxiliar nos seus estudos pré-prova!

1. A seleção de temas segue critérios específicos

As questões que são selecionadas para a prova do Enem buscam abranger vários temas, além de assuntos que estejam em alta no momento, e evitam trabalhar os que já foram abordados em edições anteriores. “Dessa forma, é muito importante estar atento às edições passadas do Enem, sendo muito comum uma forma de estudar para prova ser refazendo as anteriores”, comenta a psicóloga Ana Cristina Rodrigues de Vasconcellos.

2. A prova tem um sistema antichute

A correção da prova do Enem é feita pelo sistema Teoria de Resposta ao Item (TRI), conhecido também como um método antichute.Por conta do TRI, mesmo que você esteja com o gabarito em mãos, não saberá sua pontuação final no exame. Isso acontece porque a prova objetiva do Enem não é calculada apenas considerando o número de questões corretas, mas também a coerência de acertos do aluno.

O TRI consegue estimar a dificuldade das questões e o conhecimento dos participantes, fazendo com que alunos que tenham a mesma quantidade de acertos na prova, não tenham a mesma nota final.

O uso da caneta preta é fundamental para a correção da prova (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)

3. O uso da caneta preta para resolução da prova

O uso da caneta preta está relacionado com o leitor óptico que digitaliza o cartão resposta e a folha da redação. Por isso, é muito importante se atentar ao seu uso e não rasurar ao preencher o cartão, visto que o sistema não é capaz de ler as respostas que não estejam destacadas corretamente.

4. A redação do Enem não é corrigida somente por uma pessoa

Após ser digitalizada, a folha da redação é repassada para as equipes responsáveis por realizar sua correção. A nota é atribuída de 0 a 1.000 pontos, e seus dois avaliadores podem atribuir notas de 0 a 200 pontos para cada uma das cinco competências da redação.

Caso as notas tenham discrepância em mais de 100 pontos, uma terceira pessoa avalia o texto de forma independente. A nota final torna-se a média das notas que mais se aproximarem. Mas, caso não necessite de um terceiro, a nota é uma média aritmética dos pontos atribuídos pelos dois avaliadores.

Por Leticia Zuim Gonzalez





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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