4 características do cachorro da raça dogue de bordeaux



O dogue de bordeaux é uma das raças mais antigas da França e tem uma história marcada por coragem, lealdade e resistência. Segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), ele descende dos antigos alanos e, em especial, dos dogues usados na caça ao javali — atividade popular entre nobres europeus na Idade Média.

Ao longo da história, o dogue de bordeaux também foi empregado em combates (quando isso ainda era permitido), guarda de propriedades, proteção de rebanhos e até na lida com gado por açougueiros. A raça quase desapareceu após as guerras mundiais, mas foi resgatada na década de 1960 por criadores franceses que preservaram suas características originais. Atualmente, é admirado não só por sua aparência imponente, mas também por seu temperamento equilibrado e companheiro.

A seguir, conheça algumas características do cachorro da raça dogue de bordeaux!

1. Aparência física

O dogue de bordeaux é o típico molosso de estrutura braquicefálica, ou seja, com cabeça larga e focinho curto. De acordo com a CBKC, trata-se de um cão de construção sólida e musculosa, de aparência imponente e harmônica. Ele é mais próximo ao solo do que outros cães de grande porte, o que aumenta a sensação de força e estabilidade.

A cabeça é um dos pontos mais marcantes: volumosa, larga e coberta por rugas simétricas que se acentuam com a expressão de atenção. O focinho é curto, quadrado e o queixo é bem definido — o prognatismo inferior (dentes de baixo à frente dos superiores) é uma característica típica da raça.

A pelagem é curta, fina e macia ao toque, com coloração sempre em tons de fulvo. Pode apresentar uma máscara preta, marrom ou nenhuma. Manchas brancas discretas são permitidas no peito e nas patas. O peso mínimo, segundo o padrão oficial, é de 50 kg para machos e 45 kg para fêmeas. A altura varia entre 60 e 68 cm para eles e 58 e 66 cm para elas.

2. Temperamento e personalidade

Apesar de seu porte intimidador, o dogue de bordeaux é um cão sereno, afetuoso e muito leal. Segundo a CBKC, ele é naturalmente criado para a guarda, função que exerce com coragem e atenção, mas sem ser agressivo sem motivo. Isso o torna um excelente cachorro de proteção familiar, especialmente em ambientes que exigem segurança.

É um animal calmo, equilibrado e com um alto limiar de estímulo, ou seja, não reage impulsivamente. Costuma ser muito ligado à família e demonstra grande carinho pelo tutor. Machos podem apresentar um comportamento mais dominante, o que exige manejo adequado desde cedo. A relação com crianças pode ser muito boa, especialmente se o cão for socializado corretamente. Porém, por seu tamanho e força, o convívio deve ser supervisionado, principalmente com crianças pequenas.

Consultas regulares com o veterinário são essenciais para garantir o bem-estar do dogue de bordeaux (Imagem: maxbelchenko | Shutterstock)

3. Cuidados com a alimentação e a saúde

Como todo cão de grande porte, o dogue de bordeaux precisa de uma alimentação rica em nutrientes e balanceada para garantir o bom desenvolvimento muscular. O controle de peso é essencial, já que o excesso pode causar problemas nas articulações e na coluna.

Por ser uma raça braquicefálica, pode apresentar dificuldades respiratórias, principalmente em climas quentes e úmidos. Por isso, deve evitar exercícios intensos em horários de calor. A pele solta e com dobras exige atenção para evitar dermatites, especialmente nas áreas da cabeça e pescoço. Consultas regulares ao veterinário, vacinação em dia e cuidados com parasitas são fundamentais para garantir a longevidade e bem-estar do cachorro.

4. Educação e socialização

O dogue de bordeaux é um cão inteligente, sensível e observador, mas que precisa de educação consistente desde filhote. Devido ao seu porte e força, o ideal é que o tutor tenha experiência com cachorros de grande porte. Reforço positivo, paciência e constância são as chaves para um bom treinamento.

Ele deve ser bem socializado para conviver com outros animais e pessoas. Começar desde cedo com estímulos variados — como sons, ambientes, visitas e passeios — ajuda a formar um cão adulto equilibrado e seguro.





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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