3 mitos e verdades sobre a vacina BCG

A conhecida “marquinha” que a maioria dos brasileiros possui é fruto da vacina BCG, que possui até um dia para chamar de seu: 01 de julho. O marco no calendário ocorre devido à importância do imunizante para combate à tuberculose, uma doença contagiosa que pode levar à morte, e reforça a necessidade da vacinação de bebês logo ao nascer, já que esse grupo possui menor imunidade e corre grande risco de ser infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, e ter complicações.

“A vacina BCG está disponível no Brasil desde 1976. Atualmente o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza sua dose, que deve ser tomada a partir do nascimento e até a criança completar cinco anos”, explica Bruno Henrique Mendonça, coordenador do curso de Enfermagem do Centro Universitário Anhanguera. 

A vacina BCG é composta por um bacilo fruto do enfraquecimento de umas das bactérias que causam a tuberculose. Mesmo que não possua potencial para impedir o contágio da doença em maiores de 5 anos, é considerada altamente eficiente para prevenir sequelas e óbitos em recém-nascidos e crianças pequenas. 

Por fazer parte da lista de vacinas obrigatórias do Calendário Nacional de Vacinação do Brasil e gerar a famosa marca nos braços da população há muitos anos, diversos mitos envolvendo sua aplicação e reação são muito comuns. Abaixo, Bruno Henrique Mendonça desmistifica as principais e explica os motivos do seu efeito na pele. Confira! 

A cicatriz gerada pela vacinação da BCG é resultado de uma reação imunológica (Imagem: TuktaBaby | Shutterstock)

1. Só brasileiros possuem a marca fruto da vacina da BCG no braço

Mito. A cicatriz deixada pela vacina BCG sempre gerou curiosidade e até mitos sobre sua origem. No entanto, a marca tem uma explicação científica. “Por conta de a vacina ser feita de um bacilo enfraquecido, a cicatriz gerada pela vacinação da BCG é resultado de uma reação imunológica à bactéria. Isso faz com que o local em que foi aplicada fique avermelhado e posteriormente possa até a expelir pus”, explica o docente. 

Esse efeito na pele também está relacionado à agulha utilizada para aplicar a vacina. Há anos, as pessoas acreditavam, inclusive, que ela era esquentada e, por isso, deixava a marca. “A diferença está na agulha: se a aplicação for feita pela microagulha, que também chamamos de carimbo, o efeito na pele é suavizado, chegando a praticamente não aparecer”, esclarece Bruno Henrique Mendonça. 

No Brasil, três a cada cem crianças tomam a vacina BCG com a microagulha e ficam sem a marca. No Japão, a aplicação via agulha carimbo da BCG é obrigatória, extinguindo os casos. Nos Estados Unidos, 10% são dadas com a agulha que não deixa marcas. “Não podemos dizer que só os brasileiros possuem a marca da BCG, mas, por conta do uso da agulha tradicional na maioria dos casos, a maior parte da população possui esse efeito na pele”, pontua. 

2. A marca no braço é sinal de eficácia da vacina

Mito. Desde 2019, o Ministério da Saúde (MS) não recomenda a reaplicação da dose da vacina BCG em crianças que não apresentarem a cicatriz de até 1 cm de diâmetro no braço, por orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estudos recentes demonstram que não há relação da marca com a proteção oferecida”, comenta o especialista. A ausência da cicatriz está relacionada a agulha utilizada para o procedimento.

3. A vacina só pode ser tomada no braço direito

Verdade. Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto o Ministério da Saúde adotam a aplicação das vacinas no braço direito para que seja possível acompanhar as reações adversas possíveis. “Trata-se de um protocolo seguido em todo o mundo. A aplicação de imunizantes deve ser realizada no deltoide, que é um músculo presente do terço superior do braço até o ombro”, explica Bruno Henrique Mendonça. Assim, não só a BCG como outras vacinas, como a da covid-19, por exemplo, devem ser aplicadas no braço direito em preferência.

Por Leticia Zuim Gonzalez

Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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