A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Proteção Animal (GPA) - 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), em apuração a uma denúncia de crime de maus-tratos feita pela equipe de profissionais do Hospital Público Veterinário de Goiânia (UPAVET), prendeu em flagrante, um homem, de 33 anos, por crime de maus-tratos a animais.

Segundo a denúncia, o centro clínico atendeu um cachorro em situação precária, com fundadas suspeitas de ter sido submetido a maus-tratos pelo seu tutor, sendo que o animal inicialmente foi atendido pela unidade hospitalar dia 9 de maio, ocasião em que ao ser examinado, foram prescritos remédios e o devido tratamento indicado, com orientação de retorno em uma semana.

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O tutor regressou ao hospital somente na terça-feira, 21, com o animal já na iminência de morrer, apático, com aspecto de mal cuidado, pelos sujos e muito debilitado, com evidências de que teve seus cuidados foram severamente omitidos, estando com alto risco de óbito.

A equipe policial foi ao local e confirmou a denúncia, tendo sido requisitada perícia que constatou a ocorrência do crime de maus-tratos, informando que não justificava o tutor ter deixado o animal chegar naquele ponto.

O tutor alegou que estava fazendo o tratamento e não retornou antes por ter uma rotina cheia. O cão em situação deplorável, não conseguia se levantar. Diante da omissão dolosa do indivíduo, ele foi conduzido ao GPA e autuado em flagrante por crime de maus-tratos qualificado, e pode pegar até cinco anos de prisão. Mesmo após receber bolsa de sangue, o animal não resistiu e morreu, o que pode aumentar a pena em até 1/3.