Em um País democrático, onde o diálogo é a base de sustentação de qualquer estrutura governamental, Goianésia vive o revés ao se deparar com uma situação atípica.

Há muitos anos, há pelo menos uns 30 anos, não existiu greve dos professores em Goianésia. Mas hoje, a atual gestão, liderada por Leonardo Menezes (PSDB), corre contra o tempo, para tentar manter o clima de normalidade em meio a uma guerra travada com os professores da rede municipal, e tudo, por não estar disposto a dialogar.

O texto da publicação continua após a publicidade

Enquanto os professores se reúnem na porta do paço municipal, Leonardo Menezes, “inventou” uma agenda ao lado da secretaria de educação, Elizandra Carla, a fim de conferir de perto, os professores que adeririam ou não ao manifesto. “Nós sabemos que terá retaliação”, disse um professor que pediu para não ser identificado.

Já José Salvino de Menezes, chefe da Casa Civil, que além de pai do prefeito, é também o homem responsável pelas finanças do município, e que seria o outro responsável por falar com os manifestantes que buscam por respostas, criou uma agenda de visita às secretarias. Em três anos de gestão nunca fez essas visitas, mas justamente no dia da manifestação dos professores, criou-se uma agenda para falar com os próprios secretários.

Enquanto o prefeito Leonardo Menezes (PSDB), vai olhar de perto quem está aderindo à manifestação contra sua gestão, o chefe da Casa Civil está falando com os seus secretários, ou seja, não tem ninguém para receber os professores ou Sintego na prefeitura de Goianésia.