Só no Brasil, mais de 1,5 milhão de pessoas são cegas, segundo o relatório intitulado “As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2023”, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). De acordo com o estudo, as principais causas de cegueira ou baixa visão incluem catarata, erros refrativos não corrigidos, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade.

Ainda segundo o levantamento, 75% das pessoas com deficiência visual tem 50 anos ou mais, o que comprova que o avançar da idade é um fator importante quando se fala da saúde dos olhos. A catarata, por exemplo, é responsável por 47% dos casos de cegueira no mundo e é causada pelo envelhecimento do cristalino, que é uma estrutura do olho, mas, felizmente, pode ser resolvida com uma cirurgia segura e com grande potencial de melhora visual. 

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O problema é que muita gente deixa a saúde dos olhos de lado e, mesmo com a queda na qualidade de vida e na autonomia, não busca auxílio médico. No Tocantins, em todo o ano passado, apenas 32 mil pessoas passaram por uma consulta oftalmológica via Sistema Único de Saúde (SUS) e a situação não é exclusividade da rede pública de saúde, é o que explica o Dr. Tauan de Oliveira, do Hospital de Olhos de Palmas. “No consultório, é recorrente a chegada de pacientes com quadros de doenças, que poderiam ter sido tratadas ou curadas, em estágios muito avançados e nem todas elas podem ser curadas quando se agravam demais”, afirma o especialista.

Para o Dr. Tauan, o levantamento do CBO comprova a importância de se buscar um oftalmologista pelo menos uma vez por ano. “Além disso, a Organização Mundial da Saúde aponta que 80% dos casos de cegueira são evitáveis, ou seja, poderiam ser prevenidos ou tratados. Dessa forma, a gente tem reforçado sempre com os pacientes que o check-up anual pode fazer a diferença na manutenção da visão”, orienta o médico.