Em meio a situação de colapso no sistema de saúde, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou um novo boletim do Observatório da Covid-19, nesta sexta-feira, 26, que mostra o avanço da pandemia e a contaminação dos pacientes a partir dos 30 anos.

Ao analisar essas faixas etárias de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos com dados referentes a primeira e segunda semana do mês de março, os pesquisadores observaram um aumento de casos de, respectivamente, 565,08%, 626% e 525,93% - o que sugere um deslocamento da pandemia para os mais jovens.

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A mudança contribui para o cenário crítico da ocupação dos leitos hospitalares. Por se tratar de população com menos comorbidades - e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, demanda frequentemente uma permanência por maior tempo em internação em terapia intensiva.

Vale ressaltar, que desde o início da segunda onda, no período que compreende o dia 8 a 14 de novembro de 2020, os pesquisadores têm se observado um aumento de procura de pacientes jovens sintomáticos nos serviços de saúde.

Diante desse novo cenário, os especialistas defendem a adoção de medidas interconectados, a começar por medidas urgentes, como a contenção das taxas de transmissão e crescimento de casos através de medidas de bloqueio ou lockdown (pé no freio), acompanhadas de respostas na ampliação da oferta de leitos com qualidade e segurança, bem como prevenção do desabastecimento de medicamentos e insumos.

No segundo momento, seriam necessárias as medidas de mitigação, com o objetivo reduzir a velocidade da propagação (redução da velocidade). Estas medidas deverão ser combinadas em diferentes momentos e a depender da evolução da pandemia no país até que se tenha 70% da população vacinada.