Pela primeira vez em mais de 50 anos de história, Goianésia ficará sem o seu tradicional Desfile Cívico em comemoração ao Dia da Independência. O cancelamento das apresentações foi decidido em respeito às orientações das autoridades sanitárias e normas de isolamento social, exigidas, diante da pandemia do novo coronavírus.

Historicamente, estima-se que o primeiro desfile cívico de Goianésia tenha acorrido no ano de 1963 e, desde então, o centro da cidade é transformado, anualmente, como ponto de encontro de milhares de famílias, que se reúnem bem cedo para assistir às apresentações.

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A solenidade inicia-se com o hasteamento do pavilhão nacional e, com a execução o Hino Nacional Brasileiro, na presença das forças militares e autoridades locais do executivo, legislativo e judiciário, além de autoridades eclesiásticas. A partir daí, inicia-se as apresentações dos alunos das escolas estaduais, municipais e particulares, além de outras entidades e órgãos de destaque na cidade.

Neste ano, a Praça Laurentino Martins Rodrigues não receberá visitantes, mas, nas redes sociais, os alunos da rede municipal estão dando um verdadeiro exemplo de civismo, participando, virtualmente, de uma programação que substitui a tradicional Semana da Pátria, realizada no Paço Municipal dias antes do desfile de 7 de Setembro.

De acordo com a secretária de Educação, Elisandra Menezes, a ação tem como principal objetivo garantir que a data não passe em branco: “Nossos educadores trabalharam, de forma virtual, toda a história por detrás desta importante data, desde o conhecido Grito do Ipiranga, entoado por Dom Pedro I, até a importância de manter o patriotismo vivo, e o porquê desta data ser tão emblemática para o país”, afirmou.

O Brasil deixou de ser uma colônia portuguesa e passou a ser uma nação independente, separando-se de Portugal, no ano de 1822. Em Goianésia, toda esta tradição está eternizada em fotos que registram os principais momentos desta data marcante para a população. A expectativa é que o desfile aconteça em 2021, num cenário, onde, talvez, a pandemia já não atrapalhe que as pessoas saiam às ruas, trajadas de verde e amarelo, para celebrar todas as suas formas de independência.

Por Welington Lima Barbosa