Diante do surto da doença causada pela nova cepa do coronavírus, muitas pessoas - ainda que cientes do fato de que o vírus não chegou ao Brasil - buscam formas de se proteger de uma eventual infecção do vírus, que já possui quase 3 mil casos notificados em todo o mundo.

Embora existam cuidados básicos para diminuir os riscos de contágio, como atenção à higiene e ao sistema imunológico, a pneumologista Ligia Maria Camarosani, da Cia da Consulta, deixa claro que “a vacina capaz de prevenir o coronavírus ainda está em fase de desenvolvimento”, e reforça que a prevenção deve considerar outras maneiras.

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“O novo coronavírus é transmitido pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas como gotículas de saliva, espirros, tosse, catarro, contato pessoal próximo e contato com objetos ou superfícies contaminadas”, explica a profissional. “Como acontece com outros vírus, não há tratamento específico para o coronavírus. Por isso, a prevenção é fundamental”, diz.

Entre as medidas preventivas contra o coronavírus, estão:
- Evitar contato próximo com pessoas que tenham sintomas de infecção respiratória aguda;
- Lavar as mãos com frequência, principalmente após contato com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal;
- Manter ambientes bem ventilados;

É importante estar ciente, também, de que existem pelo menos sete cepas conhecidas do coronavírus e que o vírus causador da nova doença é apenas a mais recente descoberta. Ou seja, infecção por coronavírus não necessariamente significa a mesma enfermidade causadora do surto mundial.

Dessas cepas, quatro causam apenas resfriados leves ou moderados. As outras, no entanto, são responsáveis por síndromes respiratórias agudas como as infecções respiratórias SARS e MERS, que ocasionaram surtos nos Estados Unidos e no Oriente Médio, respectivamente.