10 sintomas que podem indicar problemas neurológicos

Comandando pensamentos, emoções, movimentos e todas as funções do corpo, o cérebro é um órgão essencial para a vida. Ele atua como o centro de controle do organismo, processando informações sensoriais, regulando batimentos cardíacos, respiração, sono e até o funcionamento de outros órgãos. Além disso, é responsável pela memória, raciocínio, linguagem e pela capacidade de tomar decisões.

De acordo com Hugo Sterman Neto, neurocirurgião do Hospital Vila Nova Star e São Luiz Itaim, da Rede D’Or, é comum que algumas mudanças cognitivas ocorram com o passar dos anos. No entanto, quando essas alterações começam a interferir nas atividades do dia a dia ou a causar preocupação entre familiares, é hora de procurar ajuda especializada.

É importante ficar atento a sinais que podem indicar o início de doenças neurológicas. São eles:

  1. Problema para guardar informações recentes: dificuldade em memorizar datas e eventos, passando a depender de anotações, lembretes ou da ajuda de outras pessoas;
  2. Perda de rendimento em tarefas habituais: especialmente com números, como pagar contas ou organizar finanças, levando mais tempo que o habitual para finalizá-las;
  3. Desorientação: ficar desorientado no tempo e no espaço, como esquecer onde está ou como chegou a determinado local;
  4. Alterações visuais: dificuldade com a percepção de cores, formas e profundidade, o que pode atrapalhar, por exemplo, ao dirigir;
  5. Problemas com palavras: dificuldade para encontrar palavras ou nomear objetos, com empobrecimento do vocabulário;
  6. Esquecimento: esquecer onde deixou objetos com frequência e criar justificativas que não condizem com a realidade, como imaginar que foram roubados;
  7. Dificuldade com dinheiro: falhas no manejo do dinheiro, como pagar valores errados;
  8. Descuido pessoal: deixar de lado cuidados com a higiene pessoal ou a alimentação;
  9. Isolamento: se isolar socialmente ou se afastar de atividades antes prazerosas, incluindo o trabalho;
  10. Mudanças de humor e de personalidade: irritabilidade, apatia ou desconfiança excessiva.

Segundo Hugo Sterman Neto, esquecimentos isolados, como esquecer uma palavra ou um compromisso, podem ser normais e fazem parte do envelhecimento natural. O que merece atenção é a frequência e o impacto desses lapsos na rotina. “Quando os sintomas começam a atrapalhar o cotidiano ou a autonomia da pessoa, é fundamental buscar avaliação neurológica”, explica.

Doenças associadas aos sintomas

Entre as doenças mais associadas aos sintomas listados, estão as demências, com destaque para o Alzheimer, a demência vascular e a doença de Parkinson. Essas condições costumam se manifestar de forma sutil no início, e os primeiros sinais podem passar despercebidos ou ser confundidos com o envelhecimento comum.

“Acredita-se que alterações no cérebro ocorram anos antes dos sintomas surgirem, mas ainda não temos estratégias de tratamentos para antes do surgimento clínico das doenças. Com a chegada de novos medicamentos que estão em estudo, alguns conceitos devem ser repensados em breve”, destaca o médico.

Um estilo de vida saudável ajuda a manter a saúde do cérebro (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock)

Estilo de vida influencia a saúde cerebral

Além da predisposição genética, fatores do estilo de vida desempenham um papel importante na saúde cerebral. Dormir mal, viver sob estresse constante, manter uma alimentação desequilibrada, sedentarismo e isolamento social aumentam os riscos de comprometimento cognitivo ao longo dos anos. 

“Em contrapartida, investir em uma rotina saudável, com exercícios, boa alimentação, interação social e estímulos mentais, como leitura e jogos, ajuda a fortalecer o cérebro e criar uma espécie de reserva cognitiva, que protege o órgão contra o desgaste do tempo”, orienta Hugo Sterman Neto.

Quando procurar um neurologista

Reconhecer os sintomas precocemente é essencial para buscar avaliação médica e garantir um diagnóstico e tratamento adequados, ajudando a preservar a saúde do cérebro e a qualidade de vida. Por isso, vale procurar um neurologista:

  • Se os sintomas de alerta se repetirem e interferirem na rotina;
  • Se familiares notarem mudanças de comportamento ou lapsos de memória frequentes;
  • Em caso de histórico familiar de doenças neurodegenerativas.

O diagnóstico precoce pode não significar a cura, mas faz toda a diferença no acompanhamento e controle dos sintomas. Quanto mais cedo uma doença for identificada, mais eficazes são as estratégias para preservar a qualidade de vida e a independência da pessoa.

“Cuidar do cérebro desde cedo é o melhor investimento que podemos fazer para envelhecer bem. Assim como nos preocupamos com o coração e os músculos, precisamos lembrar que a mente também precisa de atenção e estímulo constantes”, reforça Hugo Sterman Neto.

Por Samara Meni

Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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