Capítulo
XI
Ao
chegar em casa, Carlinhos já foi logo arrumando suas coisas
e com um detalhe, não dizia nada a ninguém. Parecia
que havia perdido a língua, só olhava para os lados
e viam todos admirados.
Quando terminou de arrumar suas coisas, Carlinhos começou a
descarregar:
_Vocês são um bando de mentirosos e hipócritas.
Mentiram para mim a vida toda. Agora eu já sei de tudo e por
isto estou indo embora. Nem adianta vir com mais mentiras, porque
durante a minha morte eu pude ver o que cada um de vocês pensava
ao meu respeito. A senhora minha mãe, que tanto me detestou,
me deixou morrer sem ao menos me dizer que não pertencia a
esta família. Você Rodrigo, se dizia ser meu melhor amigo,
eu confiei tantas coisas em você e você também
sempre mim detestou. Porque vocês mim enganaram tanto? Porqueeeeeeeee?
Eu quero que todos vocês vão para o inferno...
Carlinhos não conseguiu se controlar, gritava, falava, mas
a verdade é que todos pensavam que ele estava louco, pois ninguém
sabia de nada, os segredos que havia ali, poucos sabiam, e por isto
o seguraram e tentaram acalma-lo.
Depois de muitas tentativas, Carlinhos enfim se acalmou, mas também
puderam, sua mãe o dopou com remédios. Ela deu tanto
remédio pra Carlinhos que seu corpo chegou a ficar mole. Foi
nesta hora que o seu protetor entrou em ação, porque
percebeu que sua mãe queria continuar com a farsa. Então,
ele se apossou do corpo de Carlinhos e começou:
_O que vocês não sabem é que realmente eu morri,
fui levado para um lugar bonito, mas que depois se tornou obscuro.
Depois tive a oportunidade de voltar a terra em forma de espírito
e vi tudo o que aconteceu aqui. A senhora mamãe, desabafou
com dona Clotilde que eu não era seu filho e por isto me odiava
e sempre me perseguia tornando-me infeliz. Vi também que você
Rodrigo, sempre me odiou, descobri também que Renata é
minha irmã e você Rodrigo sabia de tudo e nunca me contou
nada.
_Você está sonhando Carlinhos? – Cutucou Dona Raimunda
–
_Há há há há há... Antes tivesse
né Dona Raimunda, a senhora vive na igreja, não sei
nem pra que, vamos conte a verdade a todos, deixe de mentira, aliás,
olhe na minha cara e vê se a senhora consegue dizer que estou
mentindo. Mas vocês não perdem por esperar, a melhor
justiça, é a justiça de Deus. Agora se vocês
me dão licença, vou até a casa de Tainara porque
agora pretendo começar uma nova vida. Vou recomeçar
tudo do zero, vou fingir que nasci hoje, Vou recomeçar minha
vida longe de todos vocês, porque vocês me enojam. E cuspindo
no chão, Carlinhos saiu em direção a casa de
Tainara.
O
Protetor: Escrita por Dener Rafael
Esta é apenas uma história de entretenimento, não
há base e nem fundamento em vida de ninguém, caso haja
será uma mera coincidência.