| Alunos do Colégio Jalles realiza manifesto contra o novo plano de carreira dos professores estaduais |
| Qui, 02 de Fevereiro de 2012 20:36 |
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Na tarde desta quinta-feira, 02, alunos do Colégio Jalles Machado em Goianésia, realizou uma manifestação com o novo plano de carreira dos professores da rede estadual de ensino recém aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de Goiás e sancionado pelo Governador Marconi Perillo. Durante todo o mês de janeiro o Sintego – Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás – se mobilizou nas escolas e nas ruas para esclarecer tanto os educadores, como a comunidade escolar e a população em geral dos motivos que têm causado indignação e revolta entre os trabalhadores do ensino público na atual gestão do governo estadual. Para o sindicato, o Governador Marconi Perillo e o Secretário Estadual de Educação Thiago Peixoto, com o aval da base aliada de deputados na Assembléia Legislativa, conseguiram rasgar em poucas semanas os planos de carreira dos professores e dos administrativos, cujas conquistas demoraram anos e exigiram muitos sacrifícios e luta para serem alcançadas. Para tentar solucionar a problemática, o Sintego tem recolhido cópias de contracheques para usar com provas na ação que irá entrar na Justiça contra as mudanças no plano de carreira dos professores, consideradas ilegais pelo departamento jurídico do sindicato. O secretário de Assuntos Jurídicos do Sintego, Pedro Soares, diz que já está praticamente pronta a ação judicial. “Esperamos que a Justiça seja rápida porque os professores já estão sendo prejudicados”, disse. Na manhã de hoje, o Sintego realizou uma assembléia geral em Goiânia para discutirem o problema e uma greve geral na rede estadual de ensino não está descartada. Após a reunião, ficou decidido que a partir desta sexta-feira, 03, o sindicato irá iniciar uma conversação com todos os professores do estado para então decidirem em comum acordo se irão ou não entrarem de greve. Em Goianésia, alunos do Colégio Jalles Machado saíram em defesa de seus professores em uma pequena, mais muito bem organizada manifestação. Após o fim das aulas no período matutino, os alunos realizaram uma caminhada até a Praça Laurentino Martins onde entoaram o Hino Nacional Brasileiro e finalizaram a manifestação pacífica em defesa dos direitos do professor. Vestidos de preto e com cartazes, os alunos deram início a manifestação pela Rua 33, seguindo pela Rua 14 até a Avenida Goiás onde desceram até a Praça Laurentino Martins. Em menos de 20 minutos, os alunos puderam mostrar que estão do lado dos professores e contra este novo piso salarial que já está em vigor no Estado de Goiás. “Agora no final do mês os trabalhadores pegaram o contracheque e esclareceram qualquer dúvida que pudesse ter restado. Todo mundo sentiu o golpe no bolso. Muitos professores, que deveriam ter um reajuste de mais de R$ 800,00, ficaram com um aumento de R$ 20,00. É um absurdo e vamos mostrar essa indignação na assembléia”, disse Iêda Leal, presidente do Sintego. Entenda o caso Com o novo plano de cargos e salários dos professores da rede estadual os professores perderam as suas titularidades que podia ser de até 30%. Caso o Plano de Carreira anterior tivesse sido mantido, o professor nível PE-III (com licenciatura) letra “a”, e com gratificação por titularidade de 30%, estaria recebendo R$ 2.877,21. Com o plano atual, terá um reajuste de apenas 1,7% e vai receber R$ 2.016,00. Ou seja, o professor vai ter redução salarial, no exemplo citado, vai ser de R$ 861,00. O professor deveria ter tido um reajuste de 45,13% e mais a gratificação. Como a gratificação foi incorporada ao vencimento, o reajuste caiu para 1,7%. A injustiça fica ainda maior, se considerarmos que os professores terão reajustes diferentes, dependendo do porcentual de gratificação por titularidade. Indo na contramão das políticas de ensino, quanto mais cursos o professor tiver, menor será seu reajuste salarial com as mudanças no plano de carreira. O novo plano ainda desestimula o professor a continuar estudando, uma vez que não terá mais incentivo salarial pelos cursos de especialização que vier a fazer e a gratificação por Mestrado e Doutorado caiu, respectivamente, de 40% e 50% sobre o vencimento para apenas 10% e 20%. Além disso, os professores que ainda não tinham essa gratificação, não terão mais nenhum incentivo salarial para irem atrás de capacitação. Com este novo plano de carreira, o Governo de Goiás desestimula o Professor que já está nesta área a mais tempo e por outro lado estimula novas pessoas a ingressaram nesta área, uma vez que o salário ficou mais atrativo. Com isto, a Secretaria Estadual de Educação já pretende realizar um novo concurso para contratação imediata de professores não apenas para suprir as demandas, mas também para a criação de um quadro reserva.
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Comentários
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Mensagem Moderada
Educação de qualidade não se faz do jeito que Marconi Perillo e os digníssimos deputados do Estado de Goiás estão fazendo, e é por isso temos que lutar pelos nossos direitos.