18 de maio é uma data marcada pelo “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. Dados do Disque 100 apontam que, apenas em 2017, foram feitas mais de 20 mil denúncias desse tipo no serviço. Em âmbito nacional, o Ministério dos Direitos Humanos - MDH - é o órgão responsável pela coordenação das ações de combate a essas violações.

No Brasil, a prevenção e o enfrentamento a esse grave problema demandam a articulação de ações intersetoriais com o objetivo de proteger as vítimas e responsabilizar os agressores, bem como conscientizar a população sobre formas de identificar e denunciar os casos suspeitos.

Foi com este intuito que o Conselho Tutelar de Goianésiasia em parceria com o Governo de Goianésia, através da Secretaria Municipal de Promoção Social, realizou nesta sexta-feira, 17, uma caminhada em prol do combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes, contando com a participação de diversas unidades de ensino da cidade.

A caminhada que partiu da Praça Dimas Carrilho, Bairro Carrilho, em direção a Praça Laurentino Martins Rodrigues, região central, serviu para lembrar que a violência sexual pode ocorrer de diversas formas, entre elas: o abuso sexual e a exploração sexual. O abuso acontece quando a criança ou adolescente é usado para satisfação sexual de uma pessoa mais velha. Já a exploração sexual envolve uma relação de mercantilização, onde o sexo é fruto de uma troca, seja financeira, de favores ou presentes.

Para Ana Paula Araújo Norminato, presidente do Conselho Tutelar, o objetivo principal da caminhada foi alertar sobre da denúncia, uma vez que o agressor pode ser alguém da própria família. “[objetivo] É alertar tanto a comunidade quanto os alunos pela importância da denúncia. Da importância de observar se as crianças ou adolescentes não estão vítimas de abuso sexual, porque o comportamento muda de imediato. Infelizmente muitas vezes o agressor é a pessoa mais próxima, é o pai, o padrasto, o avô, o tio, o irmão”.

De acordo com Ana Paula as denúncias poderão ser feitas diretamente no Conselho Tutelar através do 3935-1043 ou 9 8559-2336, Polícia Civil (197), Polícia Militar (190), e ainda aos Direitos Humanos (100).